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O que o PSWQ mede
O PSWQ (Penn State Worry Questionnaire) mede a preocupação como traço: a tendência a se preocupar com frequência, em excesso e com dificuldade de parar, independentemente do assunto. Ele não pergunta sobre o que a pessoa se preocupa, e sim sobre como a preocupação funciona na vida dela: se é constante, se cresce sob pressão e se desliga quando o problema termina.
No MindScan™, o PSWQ é a escala de aprofundamento da área “preocupação” do escaneamento de padrões de pensamento. Ele complementa o GAD-7, que olha para os sintomas de ansiedade das últimas duas semanas: um mede o jeito de ser, o outro mede o estado atual.
Quem criou e validação
O PSWQ foi publicado em 1990 por Meyer, Miller, Metzger e Borkovec, da Universidade Estadual da Pensilvânia. É de domínio público, segundo comunicação do próprio Borkovec registrada na documentação do projeto CamCOPS.
A versão brasileira vem da dissertação de mestrado de Castillo (PUC-Rio, 2007), orientada por Landeira-Fernandez, com retrotradução revisada por autores do original. O estudo aplicou a escala em 871 universitários do Rio de Janeiro, com consistência interna de 0,84, e os resultados saíram em 2010 no Spanish Journal of Psychology. O MindScan™ usa os itens, a instrução e as opções literais da dissertação.
As perguntas
São 16 afirmações, como “Minhas preocupações me angustiam” e “Uma vez que começo a me preocupar, não consigo parar”. Não há período de referência: a instrução pede que a pessoa escolha o quanto cada frase se adequa à sua forma de ser. As opções vão de 1 a 5: Não me adequo, Adequo-me pouco, Adequado, Muito adequado e Extremamente adequado. Leva de três a quatro minutos.
Como pontuar
Primeiro, os itens 1, 3, 8, 10 e 11 são invertidos: a resposta vira 6 menos o valor marcado. Depois, somam-se os 16 itens. O total vai de 16 a 80, e quanto maior, mais preocupação-traço. O MindScan™ não usa subescalas.
Faixas e pontos de corte
O PSWQ não tem ponto de corte clínico validado no Brasil, e o MindScan™ não usa os cortes norte-americanos. A leitura é por posição em relação à amostra brasileira de referência: cerca de 1.800 universitários do Rio de Janeiro, com média perto de 47 pontos e desvio-padrão perto de 10.
| Pontuação | Leitura no MindScan™ |
|---|---|
| 16 a 37 | Abaixo da média da referência brasileira |
| 38 a 57 | Na média |
| 58 a 80 | Acima da média |
As faixas correspondem a um desvio-padrão para cada lado da média. “Acima da média” quer dizer que a preocupação aparece mais do que na maioria da amostra, não que exista um transtorno.
O que o resultado não diz
- Não é diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada nem de outra condição.
- Não mede os sintomas de agora: para as últimas duas semanas, o instrumento é o GAD-7.
- Não tem corte brasileiro: a comparação é com universitários, um grupo mais jovem e mais escolarizado do que a população em geral.
- Não substitui a conversa com um profissional.
Como o MindScan™ usa o PSWQ
O PSWQ fica na dimensão Padrões de pensamento do mapa MindScan™. A entrada é um escaneamento de 16 perguntas sobre as últimas 4 semanas, em 8 áreas. Quando a área “preocupação” chega a uma média de 1,5, o MindScan sugere dois aprofundamentos: o PSWQ, para ver o quanto a preocupação faz parte do jeito de ser, e o GAD-7, para ver se ela já virou sintoma nas últimas duas semanas. É gratuito e sai na hora.
Perguntas frequentes
O que é uma pontuação alta no PSWQ? No MindScan™, 58 pontos ou mais ficam acima da média da amostra brasileira de referência: uma preocupação frequente e difícil de desligar. É um sinal de atenção, não um rótulo, e vale conversar com um profissional se vier com tensão, insônia ou cansaço.
O resultado do PSWQ confirma ansiedade generalizada? Não. Ele mede a preocupação como traço, que é central na ansiedade generalizada, mas o questionário sozinho não fecha diagnóstico. Quem pode investigar isso é um psiquiatra ou psicólogo.
Qual é o ponto de corte do PSWQ? Não existe corte clínico validado no Brasil. Estudos norte-americanos propuseram valores diferentes para amostras diferentes, e por isso o MindScan™ prefere mostrar a posição em relação à média brasileira.
Qual a diferença entre PSWQ e GAD-7? O PSWQ pergunta como a pessoa costuma ser; o GAD-7 pergunta como ela esteve nas últimas duas semanas. PSWQ alto com GAD-7 baixo sugere um traço que, no momento, não está causando sintomas.
O PSWQ é validado no Brasil? Sim. A versão brasileira foi desenvolvida na PUC-Rio em 2007 e publicada em 2010, com boa consistência interna. O que não existe é um ponto de corte brasileiro.
Referências
- Meyer TJ, Miller ML, Metzger RL, Borkovec TD. Development and validation of the Penn State Worry Questionnaire. Behaviour Research and Therapy. 1990;28(6):487-495. doi:10.1016/0005-7967(9090135-6
- Castillo C, Macrini L, Cheniaux E, Landeira-Fernandez J. Psychometric properties and latent structure of the Portuguese version of the Penn State Worry Questionnaire. Spanish Journal of Psychology. 2010;13(1):431-443. doi:10.1017/S113874160000398X
Curadoria científica
Dr. David Sosa Dias, psiquiatra
CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.
Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.
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