Você tem um mapa em andamento.Continuar meu mapa →
O que a GSE mede
A GSE (General Self-Efficacy Scale, ou Escala de Autoeficácia Geral Percebida) mede a autoeficácia geral: a crença de que se é capaz de lidar com situações novas, difíceis ou inesperadas usando os próprios recursos. O conceito vem da teoria sociocognitiva de Albert Bandura, que descreveu a autoeficácia como uma expectativa sobre o próprio desempenho, diferente da autoestima, que é o valor que a pessoa dá a si mesma.
No MindScan™, a GSE fica na dimensão Personalidade, como uma lente sobre “como você se vê diante dos desafios”.
Quem criou e validação
A GSE foi criada por Ralf Schwarzer e Matthias Jerusalem, na Alemanha, e publicada na forma atual de 10 itens em 1995, hoje traduzida para mais de 30 idiomas.
A versão brasileira está no site oficial dos autores, na Freie Universität Berlin. O estudo psicométrico brasileiro é de Sbicigo e colaboradores (2012), e a redação final publicada no site segue Gomes-Valério (2016). O MindScan™ usa os itens e as opções desse PDF oficial, com duas correções registradas: a marcação “calmo(a)” no item 7 e um erro de digitação no item 10 (“consigo enfrentar enfrentá-la”), ajustado para “consigo enfrentá-la”. Não há normas brasileiras publicadas.
As perguntas
São 10 afirmações, como “Eu posso resolver a maioria dos problemas, se fizer o esforço necessário” e “Se estou com problemas, geralmente encontro uma saída”. Não há período de referência: a pessoa responde pelo jeito como costuma ser. As opções vão de 1 a 4: Não é verdade a meu respeito, É dificilmente verdade a meu respeito, É moderadamente verdade a meu respeito e É totalmente verdade a meu respeito. Leva cerca de dois minutos.
Como pontuar
Soma simples das 10 respostas, sem itens invertidos. O total vai de 10 a 40, e quanto maior, mais autoeficácia. A escala é unidimensional e não tem subescalas.
Faixas e pontos de corte
Os autores da GSE não publicaram ponto de corte e dizem, no FAQ oficial, que não apoiam categorizar pessoas por essa escala. Por isso o MindScan™ lê a pontuação por posição em relação à média internacional de referência, perto de 29 pontos, com desvio-padrão perto de 5, em adultos dos Estados Unidos e da Alemanha.
| Pontuação | Leitura no MindScan™ |
|---|---|
| 10 a 24 | Abaixo da média de referência |
| 25 a 34 | Na média |
| 35 a 40 | Acima da média |
As faixas correspondem a um desvio-padrão para cada lado da média. Como não há normas brasileiras, a comparação é com amostras de outros países, o que pede cautela.
O que o resultado não diz
- Não é diagnóstico e não fecha diagnóstico de nenhuma condição.
- Não mede competência real: mede a confiança que a pessoa tem na própria capacidade.
- Não é fixa: a autoeficácia varia com a fase da vida e costuma cair em períodos de desânimo ou esgotamento.
- Não tem normas brasileiras: a referência é internacional.
Como o MindScan™ usa a GSE
A GSE fica na dimensão Personalidade do mapa MindScan™, ao lado do IPIP-50 (os cinco grandes fatores), do IPIP-NEO-120 (as 30 facetas), da escala de Honestidade-Humildade e da escala de autoestima. Ela aparece como aprofundamento opcional para quem quer saber como se vê diante dos desafios. O resultado traz a pontuação de 10 a 40, a faixa e a nota sobre a média internacional. É gratuito e sai na hora.
Perguntas frequentes
O que é autoeficácia? É a crença na própria capacidade de organizar e executar o que é preciso para lidar com uma situação. O conceito é de Albert Bandura e difere da autoestima: uma pessoa pode se valorizar e, ainda assim, duvidar de que dará conta de um desafio específico.
O que significa uma pontuação baixa na GSE? No MindScan™, até 24 pontos fica abaixo da média de referência: uma confiança mais baixa em dar conta dos desafios neste momento. Não é um rótulo. A autoeficácia varia com a fase da vida e costuma subir com pequenas conquistas planejadas.
A GSE tem ponto de corte? Não. Os próprios autores rejeitam categorizar pessoas por essa escala. O MindScan™ mostra a posição em relação à média internacional, em três faixas descritivas.
A GSE é validada no Brasil? Existe uma versão brasileira oficial, publicada no site dos autores, com estudo psicométrico de Sbicigo e colaboradores (2012). O que não existe são normas populacionais brasileiras, por isso a referência é internacional.
Autoeficácia alta é sempre bom? Em geral, associa-se a persistência, menos estresse e melhor adaptação. Mas confiança muito acima da capacidade real pode levar a subestimar perigos e a se preparar menos. A leitura precisa do contexto.
Referências
- Schwarzer R, Jerusalem M. Generalized Self-Efficacy Scale. In: Weinman J, Wright S, Johnston M, editores. Measures in health psychology: a user’s portfolio. Causal and control beliefs. Windsor: NFER-Nelson; 1995. p. 35-37.
- Sbicigo JB, Teixeira MAP, Dias ACG, Dell’Aglio DD. Propriedades psicométricas da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP). Psico. 2012;43(2):139-146.
- Schwarzer R, Jerusalem M. Escala de Autoeficácia Geral: versão brasileira (redação final de Gomes-Valério JO, 2016). Freie Universität Berlin. PDF oficial
- Bandura A. Self-efficacy: toward a unifying theory of behavioral change. Psychological Review. 1977;84(2):191-215. doi:10.1037/0033-295X.84.2.191
Curadoria científica
Dr. David Sosa Dias, psiquiatra
CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.
Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.
Outros instrumentos
- AAQ-II
- ADEXI
- AQ-10
- ASRS v1.1
- CPQ
- DERS-16
- GAD-7
- IGDS9-SF
- IPIP-50
- IPIP-NEO-120
- IPIP-VIA-R
- ISI
- LAI-BR
- Maudsley Staging Method
- MDQ
- MSI-BPD
- OLBI
- PCL-5
- PHQ-9
- PSS-10
- PSWQ
- PTQ
- SAS-SV
- SPIN
Como os instrumentos são escolhidos e lidos está na metodologia; a lista completa, com dimensão e número de perguntas, no catálogo.
