Três tipos de instrumento
Cada questionário do MindScan™ pertence a um destes grupos, e o grupo aparece junto do resultado:
- Instrumentos com validação publicada — escalas como PHQ-9, GAD-7, PCL-5 e a família IPIP, com estudos de validação. Usamos a pontuação e as faixas do instrumento original.
- Adaptações para rastreio — instrumentos conhecidos levados para o formato online ou combinados com itens próprios. A adaptação em si não tem validação publicada, e o resultado diz isso.
- Escalas MindScan — escalas próprias, organizadas pelos critérios do DSM-5 ou por modelos da literatura, quando não há instrumento livre e adequado. Não são instrumentos psicométricos validados e não devem ser confundidas com testes diagnósticos: mostram quais critérios ou padrões as respostas descrevem.
A lista completa, com dimensão, número de perguntas e referência, está em instrumentos.
Como escolhemos
- Base científica primeiro: preferimos o instrumento com validação, de preferência com estudo brasileiro.
- Itens sempre da fonte original ou da tradução oficial — nunca de memória. Quando traduzimos (como no IPIP-NEO-120 e nas forças de caráter), a tradução passa por retrotradução cega e por um juiz de equivalência item a item.
- Não perguntamos o que não precisamos saber: opinião política, religião, orientação sexual, vida sexual e o gênero de quem se relaciona com você ficam de fora, mesmo quando o instrumento original pergunta.
- As escalas próprias ficam sob revisão clínica contínua do responsável técnico.
Como o mapa é organizado
As dimensões do mapa começam de dois jeitos. As de sintomas, comportamentos, pontos de cuidado, relações e trabalho abrem com um escaneamento: poucas perguntas por área, lidas como “dentro do esperado”, “merece atenção” ou “alteração relevante”. Quando uma área se destaca, o MindScan™ sugere o aprofundamento — a escala específica daquela área. Personalidade, temperamento, padrões de pensamento e forças abrem com um perfil, que descreve tendências sem certo nem errado.
Como lemos os resultados
- Escalas com pontuação: o ponto de corte e as faixas do instrumento original. Quando o original tem só um corte (como o ASRS), o resultado diz só se ficou abaixo ou acima dele.
- Perfis: a posição de cada dimensão na escala de respostas. Sem normas brasileiras, não há percentil nem comparação com a população — e dizemos isso no resultado.
- Escalas por critérios: quantos critérios as respostas descrevem, nunca “você tem”.
- Sinais de risco: quando uma resposta indica risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem contato. A orientação é proporcional ao que foi respondido.
Limites
Questionários de autorrelato capturam como você se percebe num momento. Cansaço, humor do dia e a forma de ler cada pergunta mudam as respostas. Por isso o MindScan™ é rastreio: aponta hipóteses e pontos para conversar com um profissional, e não substitui a avaliação clínica.
Uso em empresas
No MindScan™ Empresas, os mesmos critérios valem para equipes. A avaliação dos fatores do trabalho é agregada por setor e só aparece em grupos com 10 respondentes ou mais. O rastreio de saúde mental é voluntário: o resultado fica com a pessoa e, se houver alerta, com a equipe de saúde, sob sigilo. O que a norma pede está no guia da NR-1 sobre riscos psicossociais; como funciona o programa, em MindScan™ Empresas.
Quem responde por isso
Curadoria científica e responsabilidade técnica do Dr. David Sosa Dias, psiquiatra · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Mais em sobre o MindScan™.
