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- 14 perguntas
- 7 áreas
- ~4 min
- Gratuito
- Resultado na hora
O que o teste de compulsão mostra
Este teste é o escaneamento de comportamentos do MindScan™: 14 perguntas, duas para cada uma de sete áreas em que o comportamento pode escapar do controle. As áreas são alimentação, impulsividade, celular e redes, jogos eletrônicos, apostas, compras e pensamentos e rituais. Escaneamento, aqui, é uma metáfora: não há exame nem imagem, só perguntas respondidas por você, sobre os últimos 3 meses.
O resultado mostra cada área numa de três leituras, dentro do esperado, merece atenção ou alteração relevante, e indica, quando faz sentido, a escala de aprofundamento para aquela área. É a porta de entrada da dimensão de comportamentos do seu mapa. Em vez de adivinhar qual teste fazer, você começa pelo panorama e desce só onde há sinal.
As perguntas foram escritas pelo MindScan™. Não existe hoje um rastreador curto, livre e validado no Brasil que cubra essas áreas juntas, então este é um escaneamento autoral, sem validação psicométrica publicada. Ele aponta onde olhar; quem mede com mais precisão são as escalas de aprofundamento. Rastreio, não diagnóstico.
Compulsão: o que é
A palavra “compulsão” tem dois sentidos, e vale separá-los.
No sentido popular, compulsão é qualquer comportamento que a pessoa sente que precisa repetir e tem dificuldade de controlar: compulsão por comida, por compras, por celular, por apostas. É o sentido de quem diz “sou compulsivo(a) por séries” ou “tenho compulsão por doce”.
No sentido técnico, usado na psiquiatria, compulsão é uma ação repetida, física ou mental, que a pessoa se sente impelida a fazer para diminuir uma ansiedade ou evitar algo temido, muitas vezes sabendo que não faz sentido. É o que acontece no TOC, com os rituais de checar, lavar, contar ou arrumar.
Entre os dois sentidos está a ideia de dependência comportamental: comportamentos que trazem prazer ou alívio rápido e que, com o tempo, passam a ser repetidos mesmo diante de prejuízo, com controle cada vez menor. Grant e colaboradores (2010) mostraram que esses padrões se parecem com a dependência de substâncias em vários pontos, como curso ao longo do tempo, tolerância e resposta ao tratamento. Segundo eles, as evidências eram mais fortes para o jogo a dinheiro e para alguns padrões ligados à internet, e ainda insuficientes para outros comportamentos.
O que esses comportamentos têm em comum
Comida, compras, apostas, jogos e celular são muito diferentes entre si, mas o padrão que os torna um problema é parecido:
- Recompensa ou alívio rápido. O comportamento melhora o estado de ânimo por alguns minutos.
- Perda de controle. Fazer mais do que pretendia, tentar parar e não conseguir.
- Função emocional. O comportamento passa a ser usado para lidar com tédio, ansiedade, tristeza ou solidão.
- Continuidade apesar do prejuízo. Dinheiro, saúde, sono, trabalho ou relações começam a pagar a conta, e o comportamento continua.
Como o mecanismo se repete, não é raro que mais de uma área apareça ao mesmo tempo. Por isso o escaneamento olha para todas de uma vez.
Hábito, gosto ou compulsão?
Gostar muito de alguma coisa não é compulsão. Quem cozinha por prazer, joga todo fim de semana, acompanha as redes por trabalho ou faz compras como lazer pode fazer isso muito, e bem. Três perguntas ajudam a perceber quando a relação mudou:
- Você escolhe ou é levado(a)? Se a decisão de começar, e principalmente a de parar, parece fora das suas mãos, o padrão mudou.
- Para que serve? Quando o comportamento existe sobretudo para não sentir alguma coisa, e não pelo que ele oferece, ele está fazendo um trabalho emocional.
- Quanto custa? Se dinheiro, sono, saúde, trabalho ou relações estão pagando a conta, e você continua mesmo assim, vale olhar com mais cuidado.
Sinais de que um comportamento passou do ponto
- Prometer a si mesmo(a) que vai parar, ou diminuir, e não cumprir.
- Esconder o comportamento, ou o tamanho dele, de pessoas próximas.
- Sentir irritação ou inquietação quando é impedido(a) de fazer.
- Deixar de lado coisas que antes importavam para dar espaço a ele.
- Sentir alívio na hora e culpa logo depois, num ciclo que se repete.
Impulso ou compulsão?
Em alguns comportamentos, o motor é o impulso: a pessoa age para obter algo, sem pensar antes. Em outros, é a compulsão: a pessoa repete para se livrar de um desconforto. Por muito tempo, os dois foram vistos como opostos, um ligado à busca de risco, o outro à fuga do perigo. Hoje a pesquisa os vê como ligados por uma dificuldade comum de frear pensamentos e ações (Fineberg e colaboradores, 2014). Na prática, muitos comportamentos começam pelo prazer e, com o tempo, passam a ser repetidos pelo alívio.
As sete áreas do escaneamento
| Área | O que as duas perguntas olham | Aprofundamento sugerido |
|---|---|---|
| Alimentação | Episódios de comer muito em pouco tempo sem conseguir parar, e a culpa ou vergonha depois | Escala de compulsão alimentar |
| Impulsividade | Agir no impulso e não conseguir segurar uma vontade na hora | Perfil de impulsividade e escala de TDAH |
| Celular e redes | O tempo no celular além do pretendido e o que ele atrapalha | SAS-SV, de uso problemático do celular |
| Jogos eletrônicos | Jogar além do planejado e deixar compromissos, sono ou pessoas de lado | IGDS9-SF, de jogos eletrônicos |
| Apostas | Apostar mais do que podia perder, voltar para recuperar ou esconder | Escala de apostas pelos critérios do DSM-5 |
| Compras | Comprar por impulso e ter dívidas, brigas ou arrependimento | Escala de compras compulsivas |
| Pensamentos e rituais | Pensamentos indesejados que voltam e ações que precisam ser repetidas | Escala de TOC |
Na área de impulsividade, o escaneamento sugere duas escalas de uma vez, porque impulsividade pode ser um traço do jeito de ser ou fazer parte do TDAH, e as duas ajudam a separar. Se essa área se destacar e você também se reconhecer na distração e na desorganização, o teste de TDAH adulto é o próximo passo natural. Na área de pensamentos e rituais, o aprofundamento é o teste de TOC.
Álcool e outras substâncias não entram aqui: no mapa do MindScan™, ficam na dimensão Pontos de cuidado, com escaneamento próprio. O sono fica na dimensão de sintomas.
Para quem é o teste — e quando não usar
É para adultos que sentem que algum comportamento está passando do ponto, mas não sabem bem qual, ou que querem um panorama antes de escolher um teste específico. Também serve para quem já desconfia de uma área e quer saber se há outras pedindo atenção. O MindScan™ é para maiores de 18 anos.
Não use o resultado:
- no lugar de uma escala específica, se você já sabe o que quer investigar: nesse caso, vá direto ao aprofundamento;
- para avaliar outra pessoa: as perguntas são sobre a sua própria experiência;
- como avaliação de álcool ou outras substâncias, que ficam em outra dimensão do mapa;
- como motivo para esperar, se algum desses comportamentos já trouxe prejuízo grave: nesse caso, procure um profissional.
Como funciona
São 14 frases, duas por área. Para cada uma, você responde com que frequência aquilo aconteceu nos últimos 3 meses: “Nunca”, “De vez em quando”, “Com frequência” ou “Quase sempre”, respostas que valem de 0 a 3. É a mesma escala do escaneamento de funcionamento, a primeira etapa do MindScan™.
Cada área recebe a média das suas duas respostas, de 0 a 3. Leva cerca de 4 minutos, e as frases estão logo abaixo, na íntegra.
Como interpretar o resultado
Cada área é lida pela média das duas respostas, com os mesmos cortes do escaneamento de funcionamento:
| Média da área (0 a 3) | Leitura |
|---|---|
| Abaixo de 1 | Dentro do esperado |
| De 1 a menos de 2 | Merece atenção |
| 2 ou mais | Alteração relevante |
O resumo do resultado diz quantas áreas ficaram com alteração relevante e quantas merecem atenção, ou que todas ficaram dentro do esperado nos últimos 3 meses.
Depois vêm as sugestões de aprofundamento. Uma área sugere a escala específica quando a média chega a 1,5, ou seja, entre “de vez em quando” e “com frequência”. Apostas têm um limite mais baixo, média 1, porque o dano financeiro e os riscos associados pedem um olhar mais cedo. As sugestões aparecem em ordem: primeiro apostas, depois as áreas com critérios diagnósticos definidos (compulsão alimentar e TOC), depois impulsividade e TDAH, e por fim compras, celular e jogos.
O resultado termina sempre do mesmo jeito: é uma triagem, que aponta onde vale olhar com mais cuidado, e não define diagnóstico.
O que este teste não faz
- Não diagnostica. Ele aponta áreas; o aprofundamento mede melhor, e o diagnóstico é clínico.
- Não tem validação publicada. É um escaneamento MindScan, escrito para triagem.
- Não é fino. Com duas perguntas por área, ele pode deixar passar sinais sutis ou destacar uma área por causa de uma fase. A escala de aprofundamento confirma ou não o sinal.
- Não cobre tudo. Álcool e outras substâncias ficam em outra dimensão, e outros comportamentos que também podem sair do controle, como trabalho ou exercício em excesso, não entram aqui.
- Não explica a causa. Muitas vezes o comportamento é a forma que a pessoa encontrou de lidar com ansiedade, humor baixo ou dificuldade de atenção. O mapa completo ajuda a ver essas ligações.
Próximo passo
Responda as 14 perguntas e veja quais áreas se destacam. Onde houver sinal, siga para o aprofundamento sugerido: ele mede aquela área com mais detalhe. Se quiser contexto, o mapa completo do MindScan™ coloca os comportamentos ao lado das outras dimensões, como sintomas, temperamento e personalidade. E se algum comportamento já pesa no seu dia, leve o resultado a uma conversa com um profissional de saúde mental. Rastreio, não diagnóstico.
As 14 perguntas do teste
Nos últimos 3 meses, com que frequência isto aconteceu com você?
Ver todas as perguntas
- Comer uma quantidade grande de comida em pouco tempo, sentindo que não conseguia parar ou controlar o quanto comia.
- Sentir culpa, vergonha ou raiva de si depois de comer assim.
- Agir por impulso — falar, decidir ou gastar sem pensar — e se arrepender depois.
- Não conseguir segurar uma vontade na hora, mesmo sabendo que ia se prejudicar.
- Ficar no celular ou nas redes sociais muito mais tempo do que pretendia.
- O uso do celular atrapalhar o sono, o trabalho, os estudos ou a convivência com as pessoas.
- Jogar videogame ou jogos no celular por muito mais tempo do que tinha planejado.
- Deixar de lado compromissos, sono ou pessoas para continuar jogando.
- Apostar dinheiro — em sites de apostas, cassino online, loterias ou outros jogos — mais do que podia perder.
- Voltar a apostar para tentar recuperar o que tinha perdido, ou esconder de alguém o quanto apostava.
- Comprar por impulso coisas de que não precisava, levado(a) por uma vontade forte de comprar.
- Ter dívidas, brigas ou arrependimento por causa de compras.
- Ter pensamentos, imagens ou impulsos indesejados que voltam à cabeça mesmo quando você tenta afastá-los.
- Sentir necessidade de repetir ações — checar, lavar, arrumar, contar — até parecer “do jeito certo”.
Perguntas frequentes
O que é compulsão?
No uso do dia a dia, compulsão é qualquer comportamento que a pessoa sente que precisa repetir e tem dificuldade de controlar, como comer, comprar, apostar ou mexer no celular. Na psiquiatria, a palavra tem um sentido mais estreito: uma ação repetida para diminuir a ansiedade ou evitar algo temido, como no TOC. O escaneamento cobre os dois sentidos.
Como saber se tenho compulsão?
Repare em três sinais: perda de controle (fazer mais do que pretendia, de novo e de novo), uso do comportamento para aliviar o mal-estar e continuidade apesar do prejuízo. O escaneamento passa por sete áreas e mostra em quais delas esses sinais aparecem nos últimos 3 meses. É um rastreio, não um diagnóstico.
Quais são os tipos de compulsão?
As mais conhecidas são a alimentar, por compras, por apostas, por jogos eletrônicos e pelo celular e redes sociais, além das compulsões do TOC, como checar, lavar ou arrumar. O escaneamento cobre essas sete áreas. Álcool e outras substâncias ficam em outra dimensão do mapa.
Compulsão é doença?
Depende do comportamento. O transtorno do jogo, a compulsão alimentar e o TOC têm critérios no DSM-5; o uso problemático de celular e a compra compulsiva não têm diagnóstico próprio, embora sejam bem descritos na literatura. Em todos os casos, o que define um problema é a perda de controle com prejuízo, não o comportamento em si.
Qual a diferença entre compulsão e vício?
Na linguagem do dia a dia, as duas palavras são usadas quase como sinônimos. Tecnicamente, vício, ou dependência, descreve o padrão em que algo que dá prazer ou alívio vira necessidade, com perda de controle; compulsão, em sentido estrito, é a repetição para aliviar ansiedade. Muitos comportamentos começam pelo prazer e terminam pelo alívio.
Compulsão e TOC são a mesma coisa?
Não. Toda compulsão do TOC é uma compulsão, mas nem toda compulsão é TOC. No TOC, a pessoa repete ações, como checar ou lavar, para aliviar a ansiedade causada por pensamentos indesejados. Comer, comprar ou apostar sem controle são outros padrões, com outras escalas.
Compulsão tem cura? Tem tratamento?
Os comportamentos que escapam do controle têm tratamento, em geral com psicoterapia e, quando há outros quadros junto, acompanhamento psiquiátrico. O caminho depende de qual comportamento é e do que está por trás dele. Por isso o escaneamento aponta a escala de aprofundamento de cada área.
Por que o escaneamento não pergunta sobre álcool?
No mapa do MindScan™, álcool e outras substâncias ficam na dimensão Pontos de cuidado, que tem o seu próprio escaneamento. O sono fica na dimensão de sintomas. Este escaneamento se concentra em comportamentos sem substância.
O teste de compulsão é confiável?
É um escaneamento MindScan, sem validação psicométrica publicada, com duas perguntas por área. Ele foi feito para apontar onde olhar, não para medir com precisão. A medida mais fina vem das escalas de aprofundamento que ele sugere.
Quanto tempo leva o teste? É de graça?
São 14 perguntas e cerca de 4 minutos. O escaneamento é gratuito e o resultado aparece na hora, com a leitura de cada área e as sugestões de aprofundamento.
Instrumento e referências
Escaneamento de comportamentos MindScan™ — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Itens autorais, dois por área, em sete áreas, com a mesma escala de resposta do escaneamento de funcionamento. Não há rastreador curto, livre e validado no Brasil que cubra essas áreas juntas.
- Grant JE, Potenza MN, Weinstein A, Gorelick DA. Introduction to behavioral addictions. Am J Drug Alcohol Abuse. 2010;36(5):233-41. fonte
- Fineberg NA, Chamberlain SR, Goudriaan AE, Stein DJ, Vanderschuren LJMJ, Gillan CM, et al. New developments in human neurocognition: clinical, genetic, and brain imaging correlates of impulsivity and compulsivity. CNS Spectr. 2014;19(1):69-89. doi:10.1017/S1092852913000801
- American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2014.
Curadoria científica
Dr. David Sosa Dias, psiquiatra
CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.
Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.
Para aprofundar
- Teste de compulsão alimentarEscala MindScan de compulsão alimentar (MindScan · CAP)
- Teste de impulsividadePerfil MindScan de impulsividade (MindScan · IMP)
- Teste de nomofobia e vício em celularSAS-SV, Escala de Dependência de Smartphone (versão curta)
- Teste de vício em jogosIGDS9-SF, Escala de Transtorno do Jogo pela Internet (versão curta)
- Teste de vício em apostasEscala MindScan de apostas (MindScan · TJ)
- Teste de dependência químicaEscala MindScan de uso de outras substâncias (MindScan · SUB)
