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Teste de dependência química

Onze perguntas sobre a substância que mais pesa para você nos últimos 12 meses, uma para cada critério do DSM-5. Sem julgamento: o resultado descreve um padrão de uso. É um rastreio, não um diagnóstico.

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  1. 0111 perguntas, ~3 minEscala MindScan de uso de outras substâncias — critérios DSM-5 (autoral MindScan · organizada pelos critérios do DSM-5).
  2. 02Organizada pelos critérios do DSM-5Mostra quais critérios suas respostas descrevem. Não fecha diagnóstico: isso acontece numa avaliação com psiquiatra.
  3. 03Resultado na horaPara ver, pedimos nome e WhatsApp no fim; receber orientações por lá é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem WhatsApp.

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11 perguntas · ~3 min

Gratuito, com resultado na hora. Rastreio, não diagnóstico.

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Antes da primeira pergunta, duas confirmações rápidas: o uso das respostas e a idade com a política de privacidade.

  • 11 perguntas
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O que o teste de dependência química mostra

Este teste olha para a sua relação com uma substância, e não para quem você é. São 11 perguntas, uma para cada critério geral que o DSM-5, o manual de classificação da Associação Americana de Psiquiatria, usa para os transtornos por uso de substância. Você responde pensando na substância que mais pesa para você nos últimos 12 meses: maconha, cocaína, calmantes ou remédios para dormir sem receita, estimulantes ou outra. É uma escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Funciona como rastreio: um retrato organizado, não um diagnóstico.

O resultado mostra:

  • quantos dos 11 critérios suas respostas descrevem nos últimos 12 meses;
  • quais são, da perda de controle aos sinais físicos;
  • a gravidade que o DSM-5 associa a esse número: leve, moderada ou grave.

No MindScan, o mapa de como você funciona, o uso de substâncias aparece na dimensão Pontos de cuidado, ao lado do álcool. Tudo é feito com questionários respondidos por você.

Dependência química: o que é

“Dependência química” é o nome mais usado no Brasil. O DSM-5 prefere transtorno por uso de substância, e a escolha tem motivo. Em 2013, o manual deixou de separar “abuso” e “dependência” e passou a descrever um único transtorno, com graus de gravidade, tirou da lista os problemas com a lei e acrescentou a fissura, a vontade intensa de usar (Hasin et al., 2013). Os critérios gerais são os mesmos para as diferentes substâncias; muda o nome do quadro, como transtorno por uso de cannabis ou de estimulantes.

Os 11 critérios cabem em quatro blocos:

  • Perda de controle: usar mais, ou por mais tempo, do que tinha planejado; querer diminuir e não conseguir; passar muito tempo usando, conseguindo a substância ou se recuperando; sentir uma vontade tão forte que fica difícil pensar em outra coisa.
  • Prejuízos: deixar obrigações de lado no trabalho, nos estudos ou em casa; continuar usando apesar de brigas e problemas com pessoas próximas; abandonar atividades importantes, ou de que gostava, por causa do uso.
  • Uso de risco: usar em situações perigosas, como dirigindo ou operando máquinas; continuar usando mesmo sabendo que faz mal, com ansiedade, tristeza, desconfiança ou problemas de saúde.
  • Sinais físicos: tolerância (precisar de mais para o mesmo efeito) e abstinência (mal-estar físico ou emocional quando o efeito passa, que só melhora usando de novo).

Dois critérios em 12 meses bastam para o DSM-5 falar em transtorno, de grau leve. Quatro ou cinco indicam um quadro moderado; seis ou mais, grave.

Como os critérios aparecem no dia a dia

Na prática, os critérios raramente chegam com o nome técnico. Costumam soar assim:

  • “Era só para relaxar no fim do dia, e virou o dia inteiro.”
  • “Toda segunda decido dar um tempo, e na sexta já voltei.”
  • “Boa parte do dinheiro e do tempo livre vai para conseguir e para se recuperar.”
  • “Faltei, atrasei entregas, deixei coisas da casa para trás.”
  • “Parei de ver amigos que não usam.”
  • “Fico mais desconfiado(a) e ansioso(a) depois, e mesmo assim continuo.”
  • “Preciso de bem mais do que antes para sentir alguma coisa.”
  • “Quando passa, fico irritado(a), sem sono, sem conseguir pensar em outra coisa.”

Uma frase dessas, sozinha, não define nada. O que o teste faz é verificar quantas delas se repetem no último ano, com a regra de contagem do DSM-5.

Uso não é sinônimo de dependência

Nem todo uso preenche critérios. O que o DSM-5 descreve não é ter experimentado ou usar de vez em quando, e sim um padrão que traz perda de controle, prejuízo ou risco. Ao mesmo tempo, frequência baixa não descarta o padrão: se o uso de fim de semana já faz você deixar obrigações de lado ou usar em situações perigosas, os critérios contam do mesmo jeito.

Não é falha de caráter

A dependência envolve mudanças no funcionamento de circuitos cerebrais ligados a recompensa, estresse e autocontrole. É por isso que querer parar nem sempre basta para conseguir (Volkow, Koob e McLellan, 2016).

As palavras também pesam. Num estudo com mais de 500 profissionais de saúde mental, descrever a mesma pessoa como “abusador de substâncias”, em vez de “pessoa com transtorno por uso de substância”, levou a mais julgamentos de culpa e de punição (Kelly e Westerhoff, 2010). Se o rótulo muda a opinião de quem trata, muda também a coragem de quem precisa pedir ajuda. O MindScan fala de uso e de padrão, nunca de rótulos.

Remédios com receita e o cuidado com calmantes

Remédios usados como o médico receitou não entram no teste. Tolerância e abstinência são esperadas com alguns tratamentos e, nesse caso, o DSM-5 não as conta como critério. O que entra é o uso fora da receita: mais do que o indicado, por mais tempo, sem prescrição ou para outro fim, como dormir, se acalmar ou render mais.

Um cuidado vale para todo mundo que usa calmantes ou remédios para dormir com frequência: não pare de repente por conta própria. A retirada brusca pode ser perigosa e pede acompanhamento médico. O mesmo aviso aparece no resultado.

Para quem é o teste — e quando não usar

O teste é para adultos (18+) que:

  • usam alguma substância e querem entender se o uso virou um padrão;
  • tentaram diminuir e perceberam que é mais difícil do que parecia;
  • querem chegar a uma conversa com um profissional com o que vivem já organizado.

Quando não usar o teste como ponto de partida:

  • Se você está passando mal agora, com intoxicação, abstinência intensa ou confusão: isso pede atendimento médico, não um teste.
  • Para avaliar outra pessoa: as perguntas são sobre a sua experiência.
  • Se o álcool é a principal questão: ele tem um teste próprio, o teste de alcoolismo, com os mesmos critérios.
  • Se você não usou nenhuma substância nos últimos 12 meses: o teste não se aplica, e o próprio enunciado pede “Não” em tudo nesse caso.

Como funciona

  • 11 perguntas, cerca de 3 minutos, resultado na hora.
  • Período: os últimos 12 meses.
  • Sobre qual substância: a que mais pesa para você. Remédios usados como o médico receitou não contam.
  • Respostas: “Não”, “Sim, uma vez ou outra” ou “Sim, várias vezes”.
  • Uma pergunta por critério, na ordem dos blocos acima.

A regra de contagem é a mesma do teste de álcool e segue o DSM-5. Seis critérios que o manual descreve como frequentes, persistentes ou recorrentes só contam com “Sim, várias vezes”: usar mais do que planejava, não conseguir diminuir, muito tempo em torno do uso, obrigações deixadas de lado, problemas nas relações e uso em situações de perigo. Os outros cinco contam com qualquer “sim”: fissura, atividades abandonadas, usar apesar do mal que faz, tolerância e abstinência.

Como interpretar o resultado

O resultado sai em uma de três leituras:

  • Padrão compatível: 2 ou mais critérios nos últimos 12 meses. É um padrão compatível com o que o DSM-5 descreve como transtorno por uso de substância. No DSM-5, 2 ou 3 critérios indicam um quadro leve; 4 ou 5, moderado; 6 ou mais, grave. Há tratamento, e ele funciona melhor quando começa cedo: vale procurar um psiquiatra.
  • Um sinal para observar: 1 critério. Fica abaixo dos 2 que o DSM-5 usa para o transtorno, mas é um sinal para observar.
  • Nenhum critério: suas respostas não descrevem nenhum dos critérios nos últimos 12 meses. Se o uso ainda assim preocupa você ou alguém próximo, vale conversar com um profissional.

Nas duas primeiras leituras, o resultado repete o aviso sobre calmantes e remédios para dormir: não parar de repente por conta própria. E as três terminam do mesmo jeito: é um rastreio, não um diagnóstico.

O que este teste não faz

  • Não é exame toxicológico. Não detecta substâncias no corpo: é um questionário sobre a sua experiência.
  • Não diagnostica. O diagnóstico considera história, contexto e exame clínico.
  • Não mede quantidade nem frequência de uso. Pergunta o que o uso provocou, não quanto foi usado.
  • Não avalia várias substâncias ao mesmo tempo. Você responde sobre uma. Se outras também pesam, leve isso à conversa com um profissional.
  • Não é o ASSIST nem o DAST. Esses questionários, conhecidos em pesquisa e em serviços de saúde (WHO ASSIST Working Group, 2002; Skinner, 1982), exigem permissão para uso. O MindScan usa uma escala própria, escrita pelos critérios do DSM-5.
  • Não tem validação psicométrica publicada. A escala segue os critérios um a um, mas ainda não foi comparada a uma entrevista clínica.

Próximo passo

Se o resultado mostrar o padrão, a conversa com um psiquiatra é o desdobramento natural. Há tratamento, e ele funciona melhor quando começa cedo. Se a substância for um calmante ou remédio para dormir, o acompanhamento médico vem antes de qualquer tentativa de parar.

O uso de substâncias muitas vezes se mistura com humor, ansiedade e impulsividade. O teste de depressão pode completar o retrato, e o mapa completo do MindScan junta tudo isso às outras dimensões. Como todo o resto aqui: rastreio, não diagnóstico.

As 11 perguntas do teste

Pense nos últimos 12 meses e na substância que mais pesa para você — maconha, cocaína, calmantes ou remédios para dormir sem receita, estimulantes ou outras. Não conte remédios usados como o médico receitou. Se você não usou nenhuma, responda “Não” a tudo.

Ver todas as perguntas
  1. Usei mais, ou por mais tempo, do que tinha planejado.
  2. Quis diminuir ou parar de usar, ou tentei, e não consegui.
  3. Passei muito tempo usando, conseguindo a substância ou me recuperando dos efeitos.
  4. Senti uma vontade tão forte de usar que era difícil pensar em outra coisa.
  5. Por causa do uso, deixei de cumprir obrigações no trabalho, nos estudos ou em casa.
  6. Continuei usando mesmo quando isso estava causando brigas ou problemas com pessoas próximas.
  7. Deixei de lado ou diminuí atividades importantes, ou de que eu gostava, por causa do uso.
  8. Usei em situações em que isso era perigoso — dirigindo, operando máquinas ou em sexo sem proteção.
  9. Continuei usando mesmo sabendo que estava me fazendo mal — ansiedade, tristeza, desconfiança, problemas de saúde.
  10. Precisei usar bem mais do que antes para sentir o mesmo efeito, ou a mesma quantidade passou a fazer menos efeito.
  11. Quando o efeito passava, tive mal-estar físico ou emocional que só melhorava usando de novo — ou usei para evitar esse mal-estar.

Perguntas frequentes

Como saber se tenho dependência química?

Observe se, nos últimos 12 meses, o uso de alguma substância trouxe perda de controle, prejuízos no trabalho, nos estudos ou nas relações, uso em situações de risco, tolerância ou abstinência. Dois ou mais desses critérios descrevem o que o DSM-5 chama de transtorno por uso de substância. O teste do MindScan organiza isso em 11 perguntas; é um rastreio, não um diagnóstico.

Quais são os sinais de dependência química?

Os sinais que o DSM-5 usa formam quatro blocos: perda de controle (usar mais do que planejava, não conseguir diminuir, fissura), prejuízos (obrigações, relações e atividades deixadas de lado), uso de risco (usar em situações perigosas ou apesar do mal que faz) e sinais físicos (tolerância e abstinência). Dois ou mais nos últimos 12 meses descrevem o transtorno por uso de substância.

O teste de dependência química é um exame de drogas?

Não. Ele não detecta substâncias no corpo nem substitui exame toxicológico. É um questionário sobre a sua experiência com o uso nos últimos 12 meses, respondido por você.

Fumar maconha todo dia é dependência?

Frequência alta é um sinal para olhar com atenção, mas os critérios do DSM-5 não se baseiam só nela: perguntam por controle, prejuízos, riscos, tolerância e abstinência. Se dois ou mais aparecem nos últimos 12 meses, o padrão é compatível com o que o manual chama de transtorno por uso de cannabis. O teste ajuda a ver quais deles estão presentes.

Remédio controlado usado com receita conta no teste?

Não. Remédios usados como o médico receitou ficam de fora, e a tolerância ou a abstinência esperadas nesse caso não contam como critério, como no DSM-5. Entra o uso fora da receita: mais do que o indicado, por mais tempo, sem prescrição ou para outro fim.

Posso parar calmante ou remédio para dormir de uma vez?

Não por conta própria. Se a substância for um calmante ou remédio para dormir, a retirada brusca pode ser perigosa e pede acompanhamento médico. Com orientação, a redução pode ser planejada com segurança.

Dependência química tem cura?

Tem tratamento, e ele funciona melhor quando começa cedo. O plano é definido com um profissional e pode combinar psicoterapia, acompanhamento médico e apoio de pessoas próximas. Recaídas podem acontecer no caminho e não apagam o que já mudou.

Uso recreativo pode virar dependência?

Pode. O DSM-5 descreve um contínuo, de leve a grave, e o que conta é o efeito do uso na vida: controle, obrigações, relações, riscos. Notar esses sinais cedo ajuda a perceber a mudança antes que os prejuízos cresçam.

Uso mais de uma substância. Como respondo?

Responda pensando na que mais pesa para você hoje, como pede o enunciado. Se outra também preocupa, leve isso à conversa com um profissional. Para o álcool, há um teste próprio, com os mesmos critérios.

O teste de dependência química é confiável?

É uma escala MindScan que segue os 11 critérios gerais do DSM-5 um a um, com uma regra de contagem baseada no próprio manual. Não tem validação psicométrica publicada, então não substitui uma avaliação. Serve para organizar o que você vive e levar à conversa com um profissional.

Quanto tempo leva o teste? É gratuito?

São 11 perguntas, cerca de 3 minutos, com resultado na hora. O teste é gratuito.

Posso responder pelo meu filho ou pelo meu parceiro?

As perguntas foram escritas para você responder sobre a sua experiência, e o MindScan é para maiores de 18 anos. Respostas dadas por outra pessoa formam um retrato pouco confiável. Se a preocupação é com alguém próximo, conversar com um profissional ajuda a decidir como abordar o assunto.

Instrumento e referências

Escala MindScan de uso de outras substâncias (MindScan · SUB) — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Organizada pelos 11 critérios gerais do DSM-5 para transtornos por uso de substância (American Psychiatric Association, 2013). Não reproduz o texto do DSM nem itens de ASSIST, DAST-10 ou CAGE-AID.

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th ed. (DSM-5). Arlington: American Psychiatric Publishing; 2013. doi:10.1176/appi.books.9780890425596
  2. Hasin DS, O'Brien CP, Auriacombe M, et al. DSM-5 criteria for substance use disorders: recommendations and rationale. Am J Psychiatry. 2013;170(8):834-851. doi:10.1176/appi.ajp.2013.12060782
  3. Volkow ND, Koob GF, McLellan AT. Neurobiologic advances from the brain disease model of addiction. N Engl J Med. 2016;374(4):363-371. doi:10.1056/NEJMra1511480
  4. Kelly JF, Westerhoff CM. Does it matter how we refer to individuals with substance-related conditions? A randomized study of two commonly used terms. Int J Drug Policy. 2010;21(3):202-207. doi:10.1016/j.drugpo.2009.10.010
  5. WHO ASSIST Working Group. The Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST): development, reliability and feasibility. Addiction. 2002;97(9):1183-1194. Citado só para diferenciar: o MindScan não usa o ASSIST. doi:10.1046/j.1360-0443.2002.00185.x
  6. Skinner HA. The drug abuse screening test. Addict Behav. 1982;7(4):363-371. Citado só para diferenciar: o MindScan não usa o DAST. doi:10.1016/0306-4603(82)90005-3

Curadoria científica

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra

CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.

Atualizado em 23 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.

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