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- 10 perguntas
- ~3 min
- Gratuito
- Resultado na hora
O que o teste borderline MSI-BPD mostra
O MSI-BPD — McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder — foi publicado em 2003 por Mary Zanarini e colaboradores, do Hospital McLean, nos Estados Unidos. A ideia era ter um rastreio curto, de 10 perguntas de sim ou não, ligado aos critérios que o manual diagnóstico usa para descrever a personalidade borderline.
As perguntas percorrem o padrão de instabilidade que caracteriza o borderline: relações intensas e conturbadas, esforço para evitar abandono, identidade pouco clara, impulsividade, autolesão, oscilações rápidas de humor, vazio, raiva difícil de controlar e reações extremas ao estresse. Elas pedem que você pense num padrão consistente ao longo da vida adulta, não num momento isolado.
O seu mapa mostra:
- a soma das respostas sim, de 0 a 10, lida pelo corte de 7 do estudo original;
- seis blocos, agrupados pelo MindScan para facilitar a leitura: interpessoal, identidade, afetivo, impulsividade, autolesão e cognitivo/dissociação.
Rastreio, não diagnóstico: o resultado diz se vale investigar esse padrão com um profissional.
A adaptação brasileira do MSI-BPD
Os autores partiram de uma lacuna: faltavam instrumentos específicos de rastreio de personalidade borderline validados para o português brasileiro. A adaptação brasileira do MSI-BPD foi publicada em 2024 na Trends in Psychiatry and Psychotherapy, por David Sosa Dias e Jean Carlos Natividade. O Dr. David é o psiquiatra responsável técnico pelo MindScan.
O trabalho seguiu as etapas clássicas de adaptação de um instrumento:
- duas traduções independentes para o português;
- uma versão de síntese, reunindo as duas;
- retrotradução para o inglês, para conferir se o sentido se manteve;
- análise por especialistas antes da versão final.
A versão final foi aplicada on-line a adultos brasileiros de 18 a 59 anos. As análises apoiaram uma estrutura de um único fator — as 10 perguntas medem o mesmo padrão — e mostraram boa estabilidade nas respostas de quem refez o questionário duas semanas depois.
Um detalhe importante para quem lê o resultado: na amostra brasileira, o ponto de corte que melhor equilibrou acertos e erros foi 8. O MindScan usa o corte de 7, o do estudo original, que inclui mais pessoas no rastreio positivo. Na prática, um resultado de 7 pede a mesma leitura de qualquer rastreio: um sinal para conversar com um profissional, não uma conclusão.
Para quem é o teste — e quando não usar
O MSI-BPD é para adultos, a partir de 18 anos, que se reconhecem em emoções muito intensas, relações instáveis ou medo forte de abandono, e querem um instrumento validado para organizar essa percepção. Faz sentido especialmente se:
- você quer um instrumento validado antes de conversar com um profissional;
- um profissional mencionou o tema e você quer chegar à consulta com mais clareza;
- você quer entender se o que vive é um padrão da vida adulta ou uma fase.
Quando não usar: se, neste momento, a dor está forte a ponto de pensar em se machucar ou em tirar a própria vida, um questionário não é o caminho. Procure atendimento hoje — um pronto-socorro, o profissional que acompanha você ou alguém de confiança por perto.
Responder no meio de uma crise aguda ou sob efeito de álcool e outras substâncias também distorce o resultado, porque o instrumento pergunta sobre o padrão da vida adulta, não sobre os últimos dias.
Como funciona
São 10 perguntas de sim ou não. Cada uma pede que você considere se aquilo descreve um padrão consistente seu ao longo da vida adulta, não apenas um momento específico. Leva cerca de 3 minutos, e o resultado aparece na hora.
Uma das perguntas é sobre autolesão ou tentativa de suicídio. Ela faz parte do instrumento original e é tratada com cuidado: se a resposta for sim, o resultado abre com uma orientação de cuidado em destaque.
Por respeito aos direitos de uso do instrumento, as perguntas aparecem só dentro do teste, não nesta página.
Como interpretar o resultado
De 0 a 6 respostas sim — rastreio negativo. A soma fica abaixo do corte de 7 do MSI-BPD. O seu mapa não mostra o padrão persistente de instabilidade emocional e nos vínculos que o instrumento rastreia. Se relações, identidade ou emoções ainda pesam no seu dia a dia, vale conversar com um profissional.
De 7 a 10 respostas sim — rastreio positivo. A partir de 7, o MSI-BPD considera o rastreio positivo. O seu mapa mostra um padrão de instabilidade nas emoções, nos vínculos e na identidade que vale levar a um psiquiatra. Só a avaliação clínica separa esse padrão de outras explicações possíveis.
Os seis blocos mostram onde as respostas se concentram — nas relações, na identidade, nas emoções, na impulsividade, na autolesão ou nas reações ao estresse. São um apoio para a conversa com o profissional, não notas separadas.
Nas duas leituras, vale o mesmo: rastreio, não diagnóstico.
O que este teste não faz
- Não dá diagnóstico. Só uma avaliação clínica reconstrói a história, mede o impacto e considera outras explicações.
- Não separa o borderline de quadros parecidos. Fases de humor do espectro bipolar, traumas, TDAH e uso de substâncias podem produzir respostas semelhantes.
- Não mede intensidade. Sim ou não diz se algo aconteceu de forma consistente, não o quanto pesa.
- Não substitui o cuidado em crise. Se há risco agora, o lugar é o atendimento presencial.
- Um positivo não confirma; um negativo não descarta. O resultado é uma hipótese para a consulta.
MSI-BPD e a escala MindScan de borderline
O MindScan oferece dois caminhos para a mesma pergunta, e eles se complementam:
| MSI-BPD | Escala MindScan de borderline | |
|---|---|---|
| Tipo | questionário validado, com adaptação brasileira | escala autoral, sem validação publicada |
| Perguntas | 10, sim ou não | 10, com três níveis de resposta |
| Base | critérios do manual para borderline, na formulação de Zanarini | os 9 critérios do DSM-5, um a um |
| Resultado | soma e corte de 7 | critérios presentes, em três leituras |
Se o MSI-BPD vier positivo, a escala do MindScan mostra quais critérios aparecem com mais força. Se vier negativo e a dúvida continuar, a página dos critérios do borderline no DSM-5 oferece um segundo olhar, mais detalhado — e explica o tema, as confusões com bipolaridade e o que borderline não é.
Próximo passo
O MSI-BPD responde se vale investigar o padrão borderline. O mapa completo do MindScan vai além: começa por um escaneamento de 11 áreas de funcionamento e se desdobra em relações, personalidade e padrões de pensamento, que ajudam a entender de onde vem a intensidade.
Se o rastreio vier positivo, ou se alguma pergunta tocou em algo real, leve o resultado a um psiquiatra. Rastreio, não diagnóstico: o relatório é o começo da conversa.
Perguntas frequentes
Como saber se sou borderline?
O ponto de partida é olhar para um padrão, não para uma fase: desde o início da vida adulta, emoções muito intensas, medo de abandono, relações instáveis e uma imagem de si que muda muito. O MSI-BPD organiza esse padrão em 10 perguntas validadas e diz se vale investigar. Quem fecha o diagnóstico é uma avaliação com psiquiatra, que também considera outras explicações.
O teste borderline online é confiável?
Depende do instrumento. O MSI-BPD tem validação publicada no estudo original e adaptação brasileira, e é usado como rastreio no mundo todo. Mesmo assim, um teste online organiza o que você vive; não substitui a avaliação clínica.
O que é o MSI-BPD?
É o McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder, um questionário de rastreio de personalidade borderline publicado em 2003 por Mary Zanarini e colaboradores, do Hospital McLean, nos Estados Unidos. Tem 10 perguntas de sim ou não, ligadas aos critérios do manual diagnóstico. É um rastreio, não um diagnóstico.
O MSI-BPD é validado no Brasil?
Sim. A adaptação brasileira foi publicada em 2024 por David Sosa Dias e Jean Carlos Natividade, na revista Trends in Psychiatry and Psychotherapy. O estudo traduziu o instrumento com retrotradução e revisão de especialistas e testou a versão final com adultos brasileiros.
Qual é a nota de corte do MSI-BPD?
No estudo original, 7 ou mais respostas sim indicam rastreio positivo, e é esse o corte que o MindScan usa. Na amostra brasileira da adaptação, o ponto de melhor equilíbrio entre acertos foi 8. Por isso, um resultado de exatamente 7 merece a mesma leitura cuidadosa de qualquer rastreio: um sinal para conversar, não uma conclusão.
O MSI-BPD dá diagnóstico de borderline?
Não. Um rastreio positivo indica que vale levar a história a um psiquiatra; um negativo não descarta o padrão. O diagnóstico depende de uma avaliação que considera a história de vida e outras explicações possíveis.
Quem é o Dr. David Sosa Dias na adaptação do MSI-BPD?
É o primeiro autor da adaptação brasileira, feita com o pesquisador Jean Carlos Natividade. Psiquiatra (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051), ele é o responsável técnico pelo MindScan e pela escolha dos instrumentos usados na plataforma.
Qual a diferença entre o MSI-BPD e a escala dos critérios do DSM-5?
O MSI-BPD é um questionário validado, com 10 perguntas diretas de sim ou não. A escala dos critérios do DSM-5 é autoral do MindScan, sem validação publicada, e percorre os 9 critérios um a um, com três níveis de resposta. As duas olham para o mesmo padrão e podem ser feitas em sequência.
Por que o MSI-BPD pergunta sobre autolesão?
Porque ferir-se em momentos de crise é um dos critérios descritos para personalidade borderline, e o instrumento original inclui essa pergunta. Se a resposta for sim, o resultado abre com uma orientação de cuidado em destaque.
O MSI-BPD serve para adolescentes?
No MindScan, não: a plataforma é só para maiores de 18 anos, e a adaptação brasileira foi testada com adultos. Dúvidas sobre adolescentes devem ser levadas a um profissional que atenda essa faixa etária.
O teste MSI-BPD é de graça? Quanto tempo leva?
É gratuito e leva cerca de 3 minutos: são 10 perguntas de sim ou não sobre padrões ao longo da vida adulta. O resultado aparece na hora, com a soma e a leitura do rastreio.
Instrumento e referências
MSI-BPD · McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder — instrumento com validação publicada. Zanarini et al. (2003); adaptação brasileira de Dias e Natividade (2024), publicada na Trends in Psychiatry and Psychotherapy. As perguntas aparecem só dentro do teste.
- Zanarini MC, Vujanovic AA, Parachini EA, Boulanger JL, Frankenburg FR, Hennen J. A screening measure for BPD: the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder (MSI-BPD). J Pers Disord. 2003;17(6):568-573. doi:10.1521/pedi.17.6.568.25355
- Dias DS, Natividade JC. Brazilian adaptation of the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder. Trends Psychiatry Psychother. 2024;46:e20220486. doi:10.47626/2237-6089-2022-0486
- American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th edition (DSM-5). Arlington: APA; 2013. doi:10.1176/appi.books.9780890425596
Curadoria científica
Dr. David Sosa Dias, psiquiatra
CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.
Atualizado em 23 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.
Para aprofundar
- Critérios do borderline no DSM-5MindScan · TPB — escala de instabilidade emocional e nos vínculos
- Teste de dependência emocionalLAI-BR — Love Addiction Inventory, versão brasileira
- Teste de estilo de apegoPerfil MindScan de apego
- Teste de bipolaridadeMindScan · BIP — escala de elevação do humor
- Teste de trauma (PCL-5)PCL-5 (PTSD Checklist for DSM-5)
- Teste de depressão resistente ao tratamentoRastreio de depressão resistente (adaptado do Maudsley Staging Method)
