Perfil · LAI-BR

Teste de dependência emocional

Como a relação ocupa os seus pensamentos, o seu humor e o resto da sua vida, em seis dimensões, com uma escala validada no Brasil. Rastreio, não diagnóstico.

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  1. 0124 perguntas, ~3 minLove Addiction Inventory — versão brasileira (LAI-BR) (Costa et al. 2021 · versão BR Zibenberg & Natividade 2025).
  2. 02Um retrato, não um rótuloDescreve tendências do seu jeito de ser. Não existe resposta certa nem errada.
  3. 03Resultado na horaPara ver, pedimos nome e WhatsApp no fim; receber orientações por lá é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem WhatsApp.

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24 perguntas · ~3 min

Gratuito, com resultado na hora. Rastreio, não diagnóstico.

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Antes da primeira pergunta, duas confirmações rápidas: o uso das respostas e a idade com a política de privacidade.

  • 24 perguntas
  • ~3 min
  • Escala validada no Brasil
  • Gratuito
  • Resultado na hora

O que o teste de dependência emocional mostra

Antes de tudo: é um rastreio, não um diagnóstico. O teste descreve como a sua relação amorosa ocupa o seu dia, sem dar nome de doença a nada. São seis dimensões, cada uma com quatro perguntas:

  • Centralidade da pessoa: o quanto ela é o foco dos seus pensamentos, da rotina e dos sentimentos.
  • Mal-estar na ausência: agitação, ansiedade, tristeza ou sensação de abandono quando vocês estão longe.
  • Precisar de cada vez mais: a necessidade crescente de tempo e de encontros para se sentir bem.
  • A relação como alívio: usar a presença da pessoa para lidar com estresse e sentimentos ruins.
  • Dificuldade de reduzir: não conseguir diminuir o tempo e os encontros, mesmo querendo.
  • Outras áreas deixadas de lado: hobbies, vida social, família, estudo ou trabalho perdendo espaço para a relação.

O resultado é um perfil. Cada dimensão aparece como “pouco presente”, “presente” ou “marcante”, e o texto aponta o que mais e o que menos aparece na sua relação.

O instrumento é o LAI-BR, a versão brasileira do Love Addiction Inventory. A escala original é de Costa e colegas (2021) e parte do modelo de componentes da dependência de Mark Griffiths (2005), o mesmo usado para estudar outras dependências comportamentais. A versão brasileira, de Zibenberg e Natividade (2025), reuniu evidências de validade com 1.310 adultos brasileiros e foi publicada em acesso aberto, com licença CC BY. Por isso as 24 perguntas aparecem na íntegra mais abaixo.

Dependência emocional: o que é

Dependência emocional é um jeito de se vincular em que o bem-estar fica preso à presença, à atenção e à resposta de uma pessoa. Não é gostar muito, sentir saudade ou querer passar o fim de semana junto. A diferença está no peso: a relação deixa de ser uma parte boa da vida e passa a funcionar como algo sem o qual você não consegue ficar bem.

Na pesquisa, o tema aparece com nomes como dependência afetiva, dependência amorosa e love addiction. A ideia por trás do LAI é que um vínculo pode seguir a lógica de outras dependências: ocupar o centro da vida, trazer mal-estar na falta, pedir doses cada vez maiores, servir de alívio e ser difícil de reduzir, mesmo quando custa caro. Dependência emocional não é um diagnóstico dos manuais psiquiátricos (DSM-5 e CID-11). É um padrão descrito pela pesquisa, que vai do leve ao muito intenso.

Algumas nuances ajudam a ler o tema sem exagero:

  • Começo de relação é diferente. Na fase da paixão, querer estar junto o tempo todo é comum. O padrão chama atenção quando persiste e começa a tirar espaço do resto.
  • Não é falta de caráter nem “carência”. Muitas vezes tem história: experiências de abandono, inseguranças antigas ou uma fase em que a relação virou o único apoio.
  • Não depende do tipo de relação. Namoro, casamento, relação recente ou longa, com qualquer pessoa: o que se observa é o seu jeito de se vincular.

Sinais de dependência emocional no relacionamento

Quem busca “sintomas de dependência emocional” costuma reconhecer algumas destas cenas. Elas seguem os seis componentes que o LAI-BR mede:

  1. A pessoa vira o centro. Você organiza o dia em torno dela, pensa nela boa parte do tempo e sente uma urgência de encontrar ou falar com ela.
  2. A ausência pesa. Algumas horas sem notícia já trazem agitação, ansiedade ou uma sensação de abandono maior do que a situação pede.
  3. Nunca parece suficiente. O tempo junto que antes bastava já não basta; é preciso mais encontros, mais contato, mais confirmação.
  4. A relação vira o principal alívio. Você procura a pessoa sobretudo para aliviar estresse, tristeza ou tédio, e sente que não tem outro jeito de se acalmar.
  5. Tentar reduzir não funciona. Você decide diminuir o contato, dar um tempo ou se afastar, e volta atrás logo.
  6. O resto da vida encolhe. Amigos, família, hobbies, estudo ou trabalho perdem espaço, e às vezes você só percebe quando alguém comenta.

Nenhum sinal isolado define nada. O que conta é a frequência, a intensidade e o quanto isso custa para você.

Para quem é o teste — e quando não usar

O teste é para adultos, a partir de 18 anos, que querem entender como se vinculam numa relação amorosa, estejam ou não numa relação hoje. Serve para quem desconfia que a relação está ocupando espaço demais, para quem já ouviu de amigos que “sumiu” desde que começou a namorar e para quem quer se conhecer melhor antes da próxima relação.

Não é a ferramenta certa para:

  • Avaliar outra pessoa. As perguntas são sobre você. Respondê-las pensando em alguém não descreve essa pessoa.
  • Decidir se uma relação deve acabar. O perfil mostra um padrão seu, não um veredito sobre a relação.
  • Momentos de sofrimento intenso. Se a angústia está difícil de controlar agora, a prioridade é falar com alguém de confiança ou com um profissional, não responder a um questionário.
  • Amizade ou família. O LAI-BR foi feito para a relação com parceiro(a) amoroso(a).

Como funciona

Antes da primeira pergunta, o MindScan faz uma só: “Você está numa relação amorosa hoje?”

  • Sim: você responde o LAI-BR, com 24 perguntas sobre a relação atual. O enunciado é “Pensando na sua relação atual, assinale o quão frequente você…”, e cada frase completa essa abertura.
  • Não: você responde a versão sobre a última relação, ou a mais marcante, se preferir. São 12 perguntas no passado, duas para cada um dos mesmos seis componentes.

A escolha existe porque o LAI-BR foi validado só com pessoas numa relação atual. Para não deixar de fora quem está sem relação, o MindScan criou uma versão própria, retrospectiva, com redação nova: ela não adapta os itens do LAI. Essa versão é autoral, sem validação psicométrica publicada, e o resultado dela deve ser lido com essa ressalva.

Nas duas versões, as respostas vão de 1 a 5: nunca, raramente, às vezes, frequentemente e muito frequentemente. A versão atual leva cerca de 3 minutos; a da última relação, cerca de 2. É gratuito, sem cadastro para começar, e o resultado sai na hora.

Como interpretar o resultado

Cada dimensão recebe a média das suas respostas, de 1 a 5. A posição dessa média na escala é dividida em três partes iguais:

  • Pouco presente: o terço mais baixo da escala;
  • Presente: o terço do meio;
  • Marcante: o terço mais alto.

O LAI-BR não tem ponto de corte: não existe um número a partir do qual alguém “é” dependente emocional. Por isso o resultado descreve a sua posição na escala de respostas, em vez de classificar. O texto mostra as duas dimensões que mais aparecem e a que menos aparece. Quando as seis ficam em posições parecidas, ele diz exatamente isso, sem inventar destaque.

A orientação que acompanha o resultado é a mesma para todo mundo: vale conversar com um profissional se a relação está ocupando o lugar do resto da sua vida ou se ficar longe da pessoa traz uma angústia difícil de controlar. Na versão sobre a última relação, o ponto de atenção muda um pouco: se esse jeito de se vincular se repete de relação em relação, ou se ainda pesa hoje.

O que este teste não faz

  • Não diagnostica. É rastreio: aponta padrões que merecem atenção. Diagnóstico depende de uma conversa clínica, com a sua história.
  • Não julga a relação. Ele não diz se a relação é boa ou ruim, nem o que a outra pessoa sente ou faz.
  • Não explica a causa. Ansiedade, humor deprimido, insegurança no apego, fases difíceis e histórias antigas podem levar a respostas parecidas.
  • Não ignora o contexto. Uma fase de paixão, uma distância temporária ou uma perda recente mexem com as respostas. Leve isso em conta ao ler o perfil.
  • Não compara você com outras pessoas. A faixa mostra onde você está na escala de respostas, não um percentil da população.

Dependência emocional, codependência e apego ansioso

Três termos que andam juntos nas buscas, mas não são a mesma coisa:

  • Codependência nasceu no contexto de famílias de pessoas com dependência de álcool e outras drogas. Descreve um padrão de viver em função de cuidar, salvar ou controlar o outro, deixando a si mesmo(a) de lado. Ficou conhecida fora da clínica com livros como Codependência nunca mais, de Melody Beattie. A dependência emocional, como o LAI-BR mede, fala de outra coisa: precisar da presença da pessoa para ficar bem.
  • Apego ansioso é um estilo de vínculo, feito de medo de ser deixado(a) e necessidade de confirmação, que aparece em várias relações e em várias fases da vida. Pode alimentar a dependência emocional, mas é mais amplo. Se você se reconhece nisso, o teste de estilo de apego mostra as duas dimensões do apego adulto.
  • Independência emocional não é o oposto de precisar de pessoas. É conseguir ficar bem com a pessoa e sem ela, e contar com o vínculo sem que ele seja o único apoio.

Próximo passo

O perfil de dependência emocional é um aprofundamento da dimensão Relações do MindScan. Para ver o quadro mais amplo (insegurança, distância, ciúme, dependência e conflitos), comece pelo teste de relacionamento, um escaneamento curto que indica onde vale olhar mais de perto. Se o resultado mexer com você, ou se o padrão estiver pesando, ele é um bom ponto de partida para conversar com um profissional. Lembre: é rastreio, não diagnóstico.

As 24 perguntas do teste

Pensando na sua relação atual, assinale o quão frequente você…

Ver todas as perguntas
  1. Sente a necessidade urgente de encontrar com seu(sua) parceiro(a).
  2. Tenta urgentemente ver seu(sua) parceiro(a).
  3. Sente a necessidade urgente de estar com seu(sua) parceiro(a).
  4. Sente o desejo urgente de querer estar na companhia de seu(sua) parceiro(a).
  5. Se sente agitado(a) quando não está com seu(sua) parceiro(a).
  6. Se sente ansioso(a) quando não está na companhia de seu(sua) parceiro(a).
  7. Se sente deprimido(a) na ausência de seu(sua) parceiro(a).
  8. Se sente abandonado(a) quando não está com seu(sua) parceiro(a).
  9. Sente a necessidade de passar cada vez mais tempo com seu(sua) parceiro(a) para sentir prazer.
  10. Sente a necessidade de aumentar o número de encontros com seu(sua) parceiro(a) para se sentir feliz.
  11. Sente a necessidade de aumentar o número de encontros com seu(sua) parceiro(a) para se sentir satisfeito(a).
  12. Sente a necessidade de passar mais tempo com seu(sua) parceiro(a) para se sentir relaxado(a).
  13. Fica com seu(sua) parceiro(a) para aliviar o estresse.
  14. Passa tempo com seu(sua) parceiro(a) para esquecer do seu sofrimento.
  15. Passa tempo com seu(sua) parceiro(a) para evitar ficar de mau humor.
  16. Passa tempo com seu(sua) parceiro(a) para aliviar seus sentimentos negativos.
  17. Não consegue passar menos tempo com seu(sua) parceiro(a).
  18. Não consegue diminuir a duração dos encontros com seu(sua) parceiro(a).
  19. Falha em evitar encontrar seu(sua) parceiro(a).
  20. Não consegue reduzir o tempo que passa com seu(sua) parceiro(a).
  21. Abandona seus hobbies para estar com seu(sua) parceiro(a).
  22. Abandona suas atividades sociais e recreativas para estar se relacionando com seu(sua) parceiro(a).
  23. Por vezes, deixa de lado compromissos familiares e sociais devido ao relacionamento com seu(sua) parceiro(a).
  24. Negligencia seu tempo de estudo ou trabalho para estar se relacionando com seu(sua) parceiro(a).

Perguntas frequentes

O que é dependência emocional?

É um jeito de se vincular em que o bem-estar fica preso à presença e à atenção de uma pessoa, em geral o(a) parceiro(a). A relação deixa de ser uma parte boa da vida e passa a ocupar o lugar do resto: pensamentos, rotina, humor, amigos e projetos. Não é um diagnóstico dos manuais psiquiátricos, e sim um padrão descrito pela pesquisa, que vai do leve ao intenso.

Como saber se tenho dependência emocional?

Observe seis sinais: a pessoa no centro dos seus pensamentos, mal-estar forte na ausência dela, necessidade de cada vez mais contato, a relação como principal alívio, dificuldade de reduzir o contato e outras áreas da vida perdendo espaço. O teste organiza esses sinais num perfil. Só uma conversa com um profissional, com a sua história, diz se isso pede cuidado clínico.

Quais são os sintomas de dependência emocional?

Como não se trata de uma doença, o mais preciso é falar em sinais. Os mais estudados são a urgência de estar com a pessoa, angústia ou sensação de abandono quando ela não está, precisar de cada vez mais tempo junto, usar a relação para aliviar sentimentos ruins, não conseguir diminuir o contato e deixar de lado amigos, família, hobbies, estudo ou trabalho.

O teste de dependência emocional é confiável?

A versão para quem está numa relação usa o LAI-BR, escala com evidências de validade publicadas no Brasil (Zibenberg e Natividade, 2025). Ela não tem ponto de corte, então o resultado descreve a sua posição na escala, sem classificar. A versão sobre a última relação é autoral do MindScan e não tem validação publicada.

Não estou numa relação. Posso fazer o teste?

Pode. Antes de começar, o MindScan pergunta se você está numa relação amorosa hoje. Quem responde “não” faz a versão sobre a última relação, ou a mais marcante: 12 perguntas no passado, sobre os mesmos seis componentes. Ela é autoral, sem validação publicada, e ajuda a enxergar um padrão que pode se repetir.

Dependência emocional é doença?

Não é um diagnóstico do DSM-5 nem da CID-11. É um padrão de vínculo que a pesquisa estuda com o mesmo modelo usado para outras dependências comportamentais. Quando é intenso, costuma vir com sofrimento real e merece atenção profissional, mas o nome não é um rótulo clínico.

Como sair da dependência emocional?

Não existe atalho, mas alguns movimentos ajudam: enxergar o padrão com clareza, reconstruir aos poucos o que ficou de lado (amigos, atividades, rotina própria) e aprender outros jeitos de lidar com a angústia além de buscar a pessoa. A psicoterapia costuma ser o espaço para esse trabalho. Se houver ansiedade ou humor deprimido junto, vale também uma avaliação psiquiátrica.

Dependência emocional tem cura?

Padrões de vínculo mudam: com consciência, novas experiências e, muitas vezes, psicoterapia, dá para se relacionar de um jeito menos preso. Como não é uma doença, “cura” não é a palavra mais precisa; o objetivo é recuperar espaço para você, dentro e fora da relação. O tempo varia de pessoa para pessoa.

Qual a diferença entre dependência emocional e codependência?

Codependência é um termo que nasceu com famílias de pessoas com dependência de álcool e outras drogas e descreve viver em função de cuidar ou controlar o outro. Dependência emocional, como o LAI-BR mede, é precisar da presença da pessoa para ficar bem. Os dois podem andar juntos, mas o foco muda: num, o cuidado do outro; no outro, a própria necessidade do vínculo.

O que é independência emocional?

É conseguir ficar bem com a pessoa e também sem ela. Não significa não precisar de ninguém: vínculos próximos fazem parte de uma vida saudável. A diferença é que a relação vira um apoio entre outros, e não o único lugar onde você encontra calma.

Dá para ter dependência emocional de amigo ou da família?

O padrão pode aparecer em outros vínculos, mas o LAI-BR foi feito e validado para a relação com parceiro(a) amoroso(a). Por isso o teste pergunta só sobre relações amorosas. Se o que pesa é outro tipo de vínculo, vale levar isso para uma conversa com um profissional.

Quanto tempo leva o teste? É de graça?

A versão sobre a relação atual tem 24 perguntas e leva cerca de 3 minutos; a da última relação tem 12 e leva cerca de 2. O MindScan é gratuito, não pede cadastro para começar e mostra o resultado na hora. É para maiores de 18 anos.

Instrumento e referências

LAI-BR — Love Addiction Inventory, versão brasileira — instrumento com validação publicada. Costa et al. (2021), versão brasileira de Zibenberg e Natividade (2025), ambas em acesso aberto (CC BY 4.0). Quem não está numa relação responde a versão MindScan sobre a última relação: autoral, sem validação psicométrica publicada.

  1. Zibenberg D, Natividade JC. Addicted to love? Validity evidence for the Love Addiction Inventory — Brazilian version. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2025;38:13. doi:10.1186/s41155-025-00345-2
  2. Costa S, Barberis N, Griffiths MD, Benedetto L, Ingrassia M. The Love Addiction Inventory: preliminary findings of the development process and psychometric characteristics. International Journal of Mental Health and Addiction. 2021;19(3):651-668. doi:10.1007/s11469-019-00097-y
  3. Griffiths M. A ‘components’ model of addiction within a biopsychosocial framework. Journal of Substance Use. 2005;10(4):191-197. doi:10.1080/14659890500114359
  4. Sussman S. Love addiction: definition, etiology, treatment. Sexual Addiction & Compulsivity. 2010;17(1):31-45. doi:10.1080/10720161003604095

Curadoria científica

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra

CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.

Atualizado em 23 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.

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