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Critérios do borderline no DSM-5

Emoções que viram em poucas horas, medo intenso de ser deixado, relações que oscilam entre o encanto e a decepção. Esta escala MindScan percorre os 9 critérios do DSM-5 para personalidade borderline e mostra quais aparecem nas suas respostas. Rastreio, não diagnóstico.

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  1. 0110 perguntas, ~3 minEscala MindScan de instabilidade emocional e nos vínculos — critérios DSM-5 (autoral MindScan · organizada pelos critérios do DSM-5).
  2. 02Organizada pelos critérios do DSM-5Mostra quais critérios suas respostas descrevem. Não fecha diagnóstico: isso acontece numa avaliação com psiquiatra.
  3. 03Resultado na horaPara ver, pedimos nome e WhatsApp no fim; receber orientações por lá é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem WhatsApp.

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O que a escala dos critérios mostra

Borderline é o nome de um padrão de instabilidade: nas emoções, nos vínculos e na imagem que a pessoa tem de si. Esta escala percorre os 9 critérios que o DSM-5 usa para descrever a personalidade borderline e mostra quais deles aparecem nas suas respostas.

O que o seu mapa mostra:

  • quantos dos 9 critérios aparecem, num padrão que acompanha você desde o início da vida adulta;
  • quais são — medo de abandono, relações instáveis, imagem de si, impulsividade, autolesão, humor, vazio, raiva, desconfiança ou desligamento sob estresse;
  • uma leitura em três níveis: compatível, parcial ou abaixo do padrão descrito pelo DSM-5.

A escala é autoral do MindScan: foi escrita a partir de um roteiro de entrevista clínica e adaptada para autorrelato, sem reproduzir o texto do DSM nem itens de outros questionários. Não tem validação psicométrica publicada. Se você prefere começar por um instrumento validado, o teste borderline MSI-BPD é um questionário de rastreio com adaptação brasileira — e o Dr. David Sosa Dias, responsável técnico pelo MindScan, é coautor dessa adaptação.

Borderline: o que é

A personalidade borderline — também chamada de transtorno de personalidade limítrofe — não é uma fase ruim nem um traço isolado. É um jeito persistente de sentir e de se relacionar, que começa por volta do início da vida adulta e aparece em vários contextos: no amor, nas amizades, no trabalho, na família.

No centro está uma sensibilidade emocional muito alta: as emoções chegam rápido, chegam fortes e demoram a baixar. Em cima disso, as relações viram o lugar onde tudo se joga — o medo de perder alguém pode ser insuportável, e a mesma pessoa pode parecer incrível num dia e decepcionante no outro.

Os 9 critérios, em linguagem do dia a dia

O DSM-5 pede pelo menos 5 destes 9 sinais, num padrão persistente:

  1. Medo de abandono. Uma mensagem sem resposta ou um plano desmarcado vira pânico, e a pessoa faz de tudo para não ser deixada.
  2. Relações intensas e instáveis. Alternância entre idealizar e desvalorizar quem está perto.
  3. Imagem de si instável. Valores, objetivos e até gostos mudam muito, conforme a fase ou as pessoas ao redor.
  4. Impulsividade que traz prejuízo, em pelo menos duas áreas — dinheiro, álcool ou drogas, comida, direção, sexo.
  5. Ferir-se em momentos de crise, ou ameaçar ou tentar tirar a própria vida, de forma recorrente.
  6. Humor que vira em poucas horas, em reação ao que acontece no dia.
  7. Sensação de vazio que persiste, mesmo quando as coisas vão bem.
  8. Raiva que passa do ponto, com explosões e arrependimento depois.
  9. Desconfiança ou desligamento sob estresse — achar que os outros estão contra você, ou sentir-se no automático, como se estivesse fora de si.

O que borderline não é

  • Não é “drama” nem manipulação. O comportamento que parece exagerado de fora costuma ser uma tentativa de dar conta de uma dor real e muito intensa.
  • Não é bipolaridade. As mudanças de humor do padrão borderline duram horas e respondem a acontecimentos; na bipolaridade, as fases duram dias ou semanas.
  • Não é uma sentença. O DSM-5 descreve que, para muitas pessoas, a instabilidade diminui com os anos, e há psicoterapias desenhadas para esse padrão.

Para quem é a escala — e quando não usar

A escala é para adultos, a partir de 18 anos, que se reconhecem em emoções muito intensas, relações instáveis ou medo forte de abandono, e querem entender se isso forma um padrão. Faz sentido, por exemplo, se:

  • as relações próximas costumam terminar em ciclos parecidos;
  • você sente as emoções mais rápido e mais forte do que as pessoas ao seu redor;
  • alguém sugeriu que você investigasse borderline e você quer organizar o que vive.

Quando não usar: se, neste momento, a dor está forte a ponto de pensar em se machucar ou em tirar a própria vida, um questionário não é o caminho. Procure atendimento hoje — um pronto-socorro, o profissional que acompanha você ou alguém de confiança por perto.

O teste também perde sentido no meio de uma crise aguda, sob efeito de álcool ou outras substâncias, ou para descrever uma fase difícil isolada: ele pergunta sobre como você costuma ser, não sobre as últimas semanas.

Como funciona

São 10 frases. Para cada uma, você indica o quanto ela descreve você desde o início da vida adulta — no geral, não só numa fase difícil. As opções são Não me descreve, Me descreve em parte e Me descreve bem.

A pergunta 5, sobre ferir-se em momentos de dor emocional muito forte, tem opções próprias: Não, Sim, uma vez e Sim, mais de uma vez. Ela é feita sem detalhes.

Leva cerca de 3 minutos, e o resultado aparece na hora. As 10 frases estão listadas logo abaixo deste texto.

Como interpretar o resultado

Cada critério conta quando a resposta é Me descreve bem. Na pergunta 5, conta Sim, mais de uma vez, porque o DSM-5 fala em comportamento recorrente. O critério 9 tem duas perguntas — desconfiança ou desligamento sob estresse —, e basta uma.

As três leituras possíveis:

  • Compatível — 5 ou mais dos 9 critérios. Suas respostas descrevem um padrão que acompanha você desde o início da vida adulta e é compatível com o que o DSM-5 descreve como personalidade borderline: instabilidade nas emoções, nos vínculos e na imagem de si. A confirmação acontece numa avaliação com psiquiatra, que também considera outras explicações para o que você descreveu.
  • Parcial — 3 ou 4 critérios. Menos do que os 5 que o DSM-5 usa, mas o bastante para aparecer no seu mapa. Instabilidade nas emoções e nos vínculos é um bom ponto para conversar com um profissional.
  • Abaixo — 0 a 2 critérios. Abaixo do padrão que o DSM-5 descreve. Isso não descarta o quadro: se emoções intensas ou vínculos instáveis pesam no seu dia a dia, vale conversar com um profissional.

Sobre a pergunta 5. Se você marcar que já se machucou em algum momento de crise — mesmo uma vez —, o resultado abre com uma orientação de cuidado em destaque, independentemente da leitura geral.

Nas três leituras, vale o mesmo: rastreio, não diagnóstico. A confirmação, em qualquer direção, acontece numa avaliação com psiquiatra.

O que este teste não faz

  • Não dá diagnóstico e não tem validação psicométrica publicada: é uma escala MindScan organizada pelos critérios do DSM-5.
  • Não separa o borderline de quadros parecidos. Fases de humor, traumas, uso de substâncias e outros padrões de personalidade podem produzir sinais semelhantes — essa separação é feita na avaliação.
  • Não classifica tipos nem gravidade. O resultado diz quais critérios aparecem, não “quanto” borderline alguém é.
  • Não substitui o cuidado em crise. Se há risco agora, o lugar é o atendimento presencial, não um questionário.
  • Um positivo não confirma; um negativo não descarta. O resultado é uma hipótese para levar à consulta.

Borderline, bipolaridade e dependência emocional

Três temas costumam se misturar em quem procura entender o borderline:

  • Bipolaridade: a confusão mais comum. No espectro bipolar, o humor muda em fases de dias ou semanas, com energia e sono alterados, e depois volta ao normal. No padrão borderline, a virada acontece em horas, quase sempre puxada por algo nas relações. Os dois podem coexistir; o teste de bipolaridade ajuda a separar.
  • Dependência emocional: o outro vira o centro da vida e a separação parece impossível. Pode aparecer sozinha, sem os outros critérios do borderline.
  • Estilo de apego ansioso: a necessidade de confirmação e o medo de ser deixado lembram o primeiro critério, mas o apego descreve um jeito de se vincular, não um padrão que atravessa emoções, identidade e impulsividade.

No escaneamento do MindScan, quando a área de oscilações de humor se destaca, o mapa sugere justamente as duas escalas — borderline e elevação do humor — para ajudar a diferenciar.

Próximo passo

Esta escala mostra quais critérios do DSM-5 aparecem nas suas respostas. O MSI-BPD oferece um segundo olhar, validado, sobre o mesmo padrão. E o mapa completo do MindScan começa por um escaneamento de 11 áreas de funcionamento e se desdobra em relações, personalidade e padrões de pensamento — dimensões que ajudam a entender de onde vem a intensidade.

Se o resultado vier compatível ou parcial, ou se a pergunta sobre se machucar tocou em algo real, leve o relatório a um psiquiatra. Rastreio, não diagnóstico: o resultado é o começo de uma conversa que vale a pena ter.

As 10 perguntas do teste

Pense em como você costuma ser desde o início da vida adulta — no geral, não só numa fase difícil. Quanto cada frase descreve você?

Ver todas as perguntas
  1. Um sinal de que alguém importante pode se afastar — uma mensagem sem resposta, um plano desmarcado — me deixa em pânico, e eu faço de tudo para não perder a pessoa.
  2. Minhas relações próximas costumam ser intensas e instáveis: num momento a pessoa é incrível, pouco tempo depois parece a pior do mundo.
  3. A minha ideia de quem eu sou muda muito: valores, objetivos e gostos mudam conforme a fase ou as pessoas com quem estou.
  4. Ajo por impulso de jeitos que me prejudicam, em mais de uma área — gastar o que não tenho, beber ou usar drogas demais, comer descontroladamente, dirigir de forma perigosa, sexo sem cuidado.
  5. Em momentos de dor emocional muito forte, eu me machuquei de propósito, ou ameacei ou tentei tirar a minha vida.
  6. Meu humor vira muito rápido com coisas do dia a dia: vou da tranquilidade à angústia, à irritação ou ao desânimo em poucas horas — e depois volto.
  7. Há muito tempo convivo com uma sensação de vazio, difícil de explicar, que volta mesmo quando as coisas vão bem.
  8. Minha raiva costuma passar do ponto: explodo, brigo ou falo coisas de que me arrependo depois.
  9. Quando estou sob muito estresse, começo a achar que as pessoas estão contra mim ou tramando algo.
  10. Quando estou sob muito estresse, parece que me desligo: fico no automático, como se me visse de fora ou estivesse num sonho.

Perguntas frequentes

Esta escala é validada?

Não. Ela segue os critérios do DSM-5 de perto, mas é uma escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Serve para organizar o que você vive e levar à consulta. O teste borderline validado do MindScan é o MSI-BPD, que tem adaptação brasileira.

Quais são os 9 critérios do borderline?

Pelo DSM-5: esforço intenso para evitar abandono, relações intensas e instáveis, imagem de si instável, impulsividade que traz prejuízo, comportamento autolesivo ou suicida recorrente, humor que vira em horas, sensação crônica de vazio, raiva intensa e difícil de controlar, e desconfiança ou desligamento sob estresse. O diagnóstico pede pelo menos 5, num padrão persistente.

Existem 4 tipos de borderline?

O DSM-5 não divide o borderline em tipos. As listas de “4 tipos” que circulam na internet vêm de descrições teóricas, como as do psicólogo Theodore Millon, e não são usadas para diagnóstico. O teste MindScan não classifica tipos: mostra quais critérios aparecem nas suas respostas.

Borderline tem cura?

O DSM-5 descreve que, para muitas pessoas, a instabilidade tende a diminuir com os anos. Além disso, existem psicoterapias desenhadas especificamente para esse padrão, com boa evidência. O caminho é definido numa avaliação, sem promessas de prazo.

Qual a diferença entre borderline e bipolaridade?

Na bipolaridade, o humor muda em fases de dias ou semanas, diferentes do jeito habitual da pessoa. No padrão borderline, as emoções viram em horas, quase sempre em reação a algo nas relações, e a instabilidade aparece também nos vínculos e na imagem de si. Os dois podem coexistir, e separar um do outro é trabalho clínico.

Borderline é a mesma coisa que dependência emocional?

Não. A dependência emocional descreve uma relação em que o outro vira o centro da vida, e pode aparecer sem nenhum outro critério do borderline. O medo de abandono é só um dos 9 critérios. Os dois temas se tocam e podem ser investigados juntos.

Por que o teste pergunta se eu já me machuquei?

Porque ferir-se em momentos de dor emocional muito forte é um dos critérios do DSM-5, e deixá-lo de fora tornaria o retrato incompleto. A pergunta é feita sem detalhes. Se a resposta indicar que isso já aconteceu, o resultado abre com uma orientação de cuidado em destaque.

Qual a diferença entre esta escala e o MSI-BPD?

Esta é uma escala autoral que percorre os 9 critérios do DSM-5 com três níveis de resposta. O MSI-BPD é um questionário validado de 10 perguntas de sim ou não, criado no Hospital McLean e adaptado para o Brasil. Os dois olham para o mesmo padrão e podem ser feitos em sequência.

Borderline e TDAH podem ser confundidos?

Podem, porque os dois trazem impulsividade e dificuldade de regular emoções. No TDAH, a desatenção e a inquietude vêm desde a infância e aparecem em qualquer contexto; no padrão borderline, o centro são as emoções intensas ligadas aos vínculos e à imagem de si. Os dois também podem coexistir.

O que é a sensação de vazio no borderline?

É uma sensação persistente de oco por dentro, difícil de explicar, que volta mesmo quando a vida vai bem. É diferente da tristeza de uma depressão: costuma vir acompanhada de tédio, de falta de sentido e da busca por algo que preencha. No DSM-5, é um dos 9 critérios.

A escala dos critérios é de graça? Quanto tempo leva?

É gratuito e leva cerca de 3 minutos: são 10 frases sobre como você costuma ser desde o início da vida adulta. O resultado aparece na hora, com os critérios que apareceram nas suas respostas.

Instrumento e referências

MindScan · TPB — escala de instabilidade emocional e nos vínculos — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Organizada pelos 9 critérios do DSM-5 para personalidade borderline e adaptada para autorrelato a partir de um roteiro de entrevista clínica. Não reproduz o texto do DSM nem itens do MSI-BPD ou de outros questionários.

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th edition (DSM-5). Arlington: APA; 2013. doi:10.1176/appi.books.9780890425596
  2. Zanarini MC, Vujanovic AA, Parachini EA, Boulanger JL, Frankenburg FR, Hennen J. A screening measure for BPD: the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder (MSI-BPD). J Pers Disord. 2003;17(6):568-573. doi:10.1521/pedi.17.6.568.25355
  3. Dias DS, Natividade JC. Brazilian adaptation of the McLean Screening Instrument for Borderline Personality Disorder. Trends Psychiatry Psychother. 2024;46:e20220486. doi:10.47626/2237-6089-2022-0486

Curadoria científica

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra

CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.

Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.

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