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- 45 perguntas
- ~12 min
- 5 domínios
- Gratuito
- Resultado na hora
O que o teste de esquemas emocionais mostra
O teste de esquemas emocionais do MindScan mostra quais padrões de pensar, sentir e se relacionar mais aparecem hoje em você. Eles são organizados nos cinco domínios descritos pela terapia do esquema, de Jeffrey Young: desconexão/rejeição, autonomia/desempenho, limites, direcionamento para o outro e supervigilância/inibição. Cada domínio recebe uma média de 0 a 4, e o conjunto vira um mapa dos temas que mais pesam no seu jeito de funcionar.
O escaneamento é feito com perguntas respondidas por você: 45 frases, sem exame nenhum. É um perfil de rastreio e autoconhecimento, descritivo, e não é diagnóstico.
O instrumento é o IDE-5, Inventário de Domínios Esquemáticos, criado pelo Instituto InMind e pelo Dr. David Sosa Dias. É autoral: as frases são de redação própria e não reproduzem, traduzem nem parafraseiam os questionários de esquemas existentes, que são licenciados. Da literatura vem só o construto — a ideia dos cinco domínios. O IDE-5 ainda não tem estudo de validação, e por isso o resultado é deliberadamente descritivo: sem faixas de gravidade e sem ponto de corte.
Esquemas de Young: o que são
Na terapia do esquema, que o psicólogo americano Jeffrey Young desenvolveu a partir da terapia cognitiva, um esquema é um tema amplo e duradouro sobre si mesmo e sobre as relações. É um jeito de ler o mundo que se forma cedo, quando necessidades emocionais básicas da infância e da adolescência não são bem atendidas. Não é só um pensamento: junta lembranças, emoções, sensações no corpo e expectativas.
O esquema costuma ficar quieto até que uma situação o acione. Uma crítica no trabalho, uma mensagem sem resposta, um convite recusado — e, de repente, a reação parece maior do que o fato. Como foi aprendido cedo, o esquema soa como verdade, não como interpretação.
Young descreveu 18 esquemas iniciais desadaptativos, agrupados em cinco domínios (Young, Klosko e Weishaar, 2003). Descreveu também três formas comuns de lidar com eles: render-se ao esquema, agindo como se ele fosse verdade; evitá-lo, fugindo das situações que o acionam; ou supercompensá-lo, fazendo o oposto com exagero. Em 2018, uma revisão com o próprio Young entre os autores propôs reorganizar os esquemas em quatro domínios (Bach, Lockwood e Young). O IDE-5 segue a organização clássica de cinco, a mais conhecida.
O IDE-5 mede os domínios, não os 18 esquemas um por um. Veja o que cada domínio descreve e quais esquemas o modelo clássico reúne nele.
Desconexão/rejeição
O quanto aparece a expectativa de que segurança, estabilidade, cuidado e aceitação nas relações não vão estar disponíveis. No dia a dia, soa como esperar que as pessoas de quem você gosta acabem indo embora, sentir-se por fora mesmo acompanhado, desconfiar de quem demonstra afeto ou guardar o que sente por achar que ninguém vai dar conta de ouvir. Esquemas do domínio: abandono/instabilidade, desconfiança/abuso, privação emocional, defectividade/vergonha e isolamento social.
Autonomia/desempenho
O quanto aparece a sensação de não dar conta sozinho do que a vida pede, ou de precisar de apoio para decidir e agir. Aparece como evitar decisões importantes sem alguém por perto, confiar mais na opinião dos outros do que na própria, sentir-se atrás das pessoas à sua volta ou ter a impressão de não ter virado adulto por completo. Esquemas do domínio: dependência/incompetência, vulnerabilidade ao dano ou à doença, emaranhamento e fracasso.
Limites
O quanto aparece a dificuldade com reciprocidade, autodisciplina e limites internos. Aparece como irritação com regras que parecem bobas, dificuldade de terminar o que é chato, obrigações adiadas até virarem urgência, dificuldade de aceitar um não ou falar sem medir o efeito. Esquemas do domínio: merecimento/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficientes.
Direcionamento para o outro
O quanto o foco vai para o que os outros querem e esperam, deixando as próprias necessidades em segundo plano. Aparece como reparar no que o outro precisa antes de reparar no que você precisa, sentir culpa ao dizer não, mudar de opinião para evitar atrito, sentir-se responsável pelo humor das pessoas próximas e pedir desculpa até quando não fez nada. Esquemas do domínio: subjugação, autossacrifício e busca de aprovação/reconhecimento.
Supervigilância/inibição
O quanto aparecem o controle de sentimentos e impulsos, padrões rígidos e a atenção voltada para o erro. Aparece como revisar o que fez à procura do que saiu errado, não conseguir relaxar sem sentir que está devendo algo, segurar o que sente, antecipar problemas o tempo todo e se divertir com culpa. Esquemas do domínio: negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis/hipercrítica e postura punitiva.
Perfeccionismo, autossabotagem e esquemas
Dois temas muito procurados têm parentesco direto com os esquemas.
Perfeccionismo
Perfeccionismo não é diagnóstico. A pesquisa o trata como um padrão com várias facetas: um estudo clássico de Frost e colaboradores (1990) separou, entre outras, os padrões pessoais elevados, a preocupação com erros e as dúvidas sobre as próprias ações. Padrões altos podem motivar; a preocupação constante com errar costuma ser o lado que pesa.
No modelo dos esquemas, esse lado mais pesado fica perto dos padrões inflexíveis, no domínio supervigilância/inibição. No IDE-5, aparece em frases como “Cobro de mim um padrão que não cobraria de ninguém” e “Erro pequeno estraga pra mim o resultado inteiro”. E o tema parece estar crescendo: uma meta-análise com universitários dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido encontrou aumento do perfeccionismo entre 1989 e 2016 (Curran e Hill, 2019).
Autossabotagem
Autossabotagem é uma palavra popular, não um termo técnico. O conceito científico mais próximo é o que a psicologia social chamou de self-handicapping (Berglas e Jones, 1978): criar obstáculos — não se preparar, deixar para a última hora — que depois servem de desculpa para um possível fracasso e protegem a autoimagem.
Na linguagem dos esquemas, a autossabotagem muitas vezes é uma forma de evitar ou de se render a um esquema. Quem carrega a expectativa de fracassar pode nem tentar; quem espera ser abandonado pode se afastar antes; quem tem dificuldade com limites adia até a urgência. O IDE-5 não mede autossabotagem diretamente, mas mostra quais domínios podem estar por trás dela.
Vale uma nota sobre crenças limitantes, outra expressão popular: ela tem parentesco com a crença central da terapia cognitiva. O esquema é um conceito mais amplo, que inclui também emoções, lembranças e sensações.
Para quem é o teste — e quando não usar
O teste é para adultos que percebem padrões que se repetem — nas relações, no trabalho, na forma de se cobrar — e querem dar nome a eles. Serve também para quem está começando ou já faz terapia e quer um ponto de partida concreto para a conversa. O MindScan é para pessoas com 18 anos ou mais.
Vale esperar ou usar com cautela quando:
- você está numa fase de crise. Algumas frases tocam em temas sensíveis, como rejeição e abandono; é melhor responder num momento mais tranquilo;
- um profissional pediu um questionário específico, como o de Young. O IDE-5 é outro instrumento e não o substitui;
- o objetivo é entender outra pessoa. O inventário foi feito para autodescrição.
Como funciona
- 45 frases, como “Tenho dificuldade de dizer não sem me sentir culpado” ou “Fico revisando o que fiz procurando o que saiu errado”.
- A pergunta é sempre a mesma: o quanto esta frase tem a ver com você?
- Há cinco respostas: não tem nada a ver comigo (0), tem pouco a ver comigo (1), tem mais ou menos a ver comigo (2), tem bastante a ver comigo (3) e é exatamente assim comigo (4).
- São 9 frases por domínio, em blocos: primeiro as de desconexão/rejeição, depois as de autonomia/desempenho, e assim por diante.
- Nenhuma frase é invertida. Algumas estão escritas no masculino; responda pelo sentido.
- Leva cerca de 12 minutos, é gratuito e o resultado aparece assim que você termina.
Como interpretar o resultado
Cada domínio é a média das suas 9 frases e vai de 0 a 4. Quanto mais alto, mais aquele jeito de pensar e de se relacionar aparece hoje nas suas respostas.
O resultado não tem faixas, rótulos de gravidade nem ponto de corte — de propósito. Sem estudo de validação, dizer que uma média é “leve” ou “acentuada” seria inventar uma régua. O texto aponta os dois domínios que mais apareceram e o que menos apareceu. Quando os cinco ficam muito próximos, ele diz que nenhum se destacou.
Como ler o mapa:
- Olhe para os domínios do topo. São os padrões que mais aparecem hoje e os melhores pontos para conversar com um profissional. Se direcionamento para o outro e supervigilância/inibição aparecerem juntos no alto, por exemplo, o mapa sugere um padrão de colocar os outros primeiro e cobrar muito de si.
- Compare os domínios entre si, não com outras pessoas: não há norma populacional.
- Leia como hipótese. O mapa organiza o que você respondeu; o sentido de cada padrão na sua história é algo a explorar com calma.
O que este teste não faz
- Não é diagnóstico e não identifica transtorno de personalidade.
- Não é o questionário de esquemas de Young e não usa seus itens.
- Não mede os 18 esquemas um por um, só os cinco domínios.
- Não gradua gravidade nem compara você com a população.
- Não explica a origem. Quais experiências formaram cada padrão é trabalho para a terapia, não para um questionário.
Esquemas, apego e dependência emocional
Os domínios desconexão/rejeição e direcionamento para o outro conversam com dois outros mapas do MindScan: o estilo de apego, que mostra como você lida com proximidade e distância nas relações, e a dependência emocional, que olha para o quanto uma relação ocupa a sua vida. Juntos, ajudam a ver um padrão de vários ângulos.
Próximo passo
Os esquemas fazem parte da dimensão de padrões de pensamento, uma das 8 do mapa do MindScan. Personalidade e temperamento mostram o seu estilo de base; os esquemas mostram as lentes com que você interpreta o que acontece. Juntas, as dimensões mostram como você funciona.
Se algum domínio apareceu alto e reconhecer isso mexeu com você, o resultado é um bom ponto de partida para conversar com um profissional de saúde mental. Rastreio e descrição, não diagnóstico.
Algumas perguntas do teste
O quanto esta frase tem a ver com você? (10 de 45).
Ver as primeiras perguntas
- Espero que as pessoas de quem gosto acabem indo embora.
- Sinto que há algo em mim que, se aparecesse, afastaria as pessoas.
- Mesmo acompanhado, me sinto por fora.
- Tenho dificuldade de acreditar que alguém goste de mim sem segundas intenções.
- Costumo esperar o pior nas relações próximas.
- Guardo o que sinto porque acho que ninguém vai dar conta de ouvir.
- Me sinto diferente dos grupos de que participo.
- Quando alguém se aproxima, fico esperando o momento em que vai se decepcionar.
- Aprendi cedo que é mais seguro não precisar de ninguém.
- Tenho medo de que algo grave aconteça e eu não consiga lidar.
Perguntas frequentes
O que são os esquemas de Young?
São temas amplos e duradouros sobre si mesmo e sobre as relações, descritos pelo psicólogo Jeffrey Young na terapia do esquema. Formam-se cedo, quando necessidades emocionais básicas não são bem atendidas, e funcionam como lentes: quando uma situação os aciona, a reação parece maior do que o fato.
Quantos esquemas de Young existem?
No modelo clássico, 18 esquemas agrupados em cinco domínios. Em 2018, uma revisão com o próprio Young entre os autores propôs reorganizá-los em quatro domínios. O teste do MindScan segue a organização clássica e mede os domínios, não os 18 esquemas um por um.
Este teste é o questionário de esquemas de Young?
Não. O IDE-5 é um inventário autoral, com frases de redação própria, e não usa os itens dos questionários de esquemas existentes, que são licenciados. Da terapia do esquema ele toma só a ideia dos cinco domínios.
Como saber se sou perfeccionista?
Um bom sinal é olhar para o custo: padrões altos que motivam são uma coisa; padrões que não deixam descansar, transformam erro pequeno em fracasso e exigem de você o que não exigiria de ninguém são outra. No mapa do MindScan, esse lado mais pesado aparece no domínio supervigilância/inibição.
Perfeccionismo é doença?
Não. Perfeccionismo não é um diagnóstico: é um padrão com várias facetas, que vai de padrões pessoais altos a uma preocupação constante com erros. Quando traz sofrimento, cansaço ou paralisia, vale conversar sobre ele com um profissional.
Por que eu me autossaboto?
Autossabotagem não é termo técnico, mas descreve algo estudado: criar obstáculos que depois servem de desculpa para um possível fracasso, protegendo a autoimagem. Muitas vezes, por trás disso, há um esquema sendo evitado — como a expectativa de fracassar ou de ser rejeitado. O teste mostra quais domínios aparecem mais em você, o que ajuda a formular hipóteses.
O que são crenças limitantes?
É uma expressão popular para ideias rígidas sobre si e sobre o mundo que restringem escolhas, como “não sou capaz”. Ela tem parentesco com a crença central da terapia cognitiva. O esquema é um conceito mais amplo: além da ideia, inclui emoções, lembranças e sensações no corpo.
Esquemas emocionais mudam?
São padrões aprendidos e, por isso, podem ser trabalhados. A terapia do esquema foi criada para isso e combina técnicas cognitivas, comportamentais e vivenciais. Conhecer quais domínios pesam mais é um primeiro passo para a conversa.
Quanto tempo leva o teste de esquemas? É grátis?
Leva cerca de 12 minutos e é gratuito. São 45 frases com cinco opções de resposta, e o resultado aparece assim que você termina.
O resultado do teste de esquemas é um diagnóstico?
Não. O resultado descreve quais padrões mais aparecem nas suas respostas hoje, sem faixas de gravidade nem ponto de corte, porque o inventário ainda não tem estudo de validação. Os domínios mais altos são bons pontos para conversar com um profissional.
Instrumento e referências
IDE-5 · Inventário de Domínios Esquemáticos — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Inventário autoral (Instituto InMind · Dr. David Sosa Dias, 2026), com 45 itens de redação própria. Da literatura vem só o construto dos cinco domínios da terapia do esquema (Young, Klosko e Weishaar, 2003); não reproduz, traduz nem parafraseia questionários de esquemas licenciados.
- Young JE, Klosko JS, Weishaar ME. Schema therapy: a practitioner's guide. New York: Guilford Press; 2003.
- Bach B, Lockwood G, Young JE. A new look at the schema therapy model: organization and role of early maladaptive schemas. Cognitive Behaviour Therapy. 2018;47(4):328-349. doi:10.1080/16506073.2017.1410566
- Frost RO, Marten P, Lahart C, Rosenblate R. The dimensions of perfectionism. Cognitive Therapy and Research. 1990;14(5):449-468. doi:10.1007/BF01172967
- Curran T, Hill AP. Perfectionism is increasing over time: a meta-analysis of birth cohort differences from 1989 to 2016. Psychological Bulletin. 2019;145(4):410-429. doi:10.1037/bul0000138
- Berglas S, Jones EE. Drug choice as a self-handicapping strategy in response to noncontingent success. Journal of Personality and Social Psychology. 1978;36(4):405-417. doi:10.1037/0022-3514.36.4.405
Curadoria científica
Dr. David Sosa Dias, psiquiatra
CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.
Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.
Para aprofundar
- Teste de personalidade Big FiveIPIP-50 · Big Five (cinco grandes fatores)
- Teste de estilo de apegoPerfil MindScan de apego
- Teste de dependência emocionalLAI-BR — Love Addiction Inventory, versão brasileira
- Teste de temperamentoQuestionário de Temperamento Afetivo (MindScan)
- Teste de compulsão alimentarEscala MindScan de compulsão alimentar (MindScan · CAP)
- Teste de forças de caráterForças de caráter · retrato rápido (IPIP-VIA-R)
