Perfil · IDE-5

Teste de esquemas emocionais

Quarenta e cinco frases mostram quais padrões de pensar e de se relacionar mais aparecem hoje em você, organizados nos cinco domínios da terapia do esquema. Perfil descritivo, não diagnóstico.

Começar
  1. 0145 perguntas, ~12 minIDE-5 · Inventário de Domínios Esquemáticos (Inventário autoral (Instituto InMind · Dr. David Sosa Dias, 2026)).
  2. 02Um retrato, não um rótuloDescreve tendências do seu jeito de ser. Não existe resposta certa nem errada.
  3. 03Resultado na horaPara ver, pedimos nome e WhatsApp no fim; receber orientações por lá é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem WhatsApp.

Pronto para começar?

45 perguntas · ~12 min

Gratuito, com resultado na hora. Rastreio, não diagnóstico.

Começar

Antes da primeira pergunta, duas confirmações rápidas: o uso das respostas e a idade com a política de privacidade.

  • 45 perguntas
  • ~12 min
  • 5 domínios
  • Gratuito
  • Resultado na hora

O que o teste de esquemas emocionais mostra

O teste de esquemas emocionais do MindScan mostra quais padrões de pensar, sentir e se relacionar mais aparecem hoje em você. Eles são organizados nos cinco domínios descritos pela terapia do esquema, de Jeffrey Young: desconexão/rejeição, autonomia/desempenho, limites, direcionamento para o outro e supervigilância/inibição. Cada domínio recebe uma média de 0 a 4, e o conjunto vira um mapa dos temas que mais pesam no seu jeito de funcionar.

O escaneamento é feito com perguntas respondidas por você: 45 frases, sem exame nenhum. É um perfil de rastreio e autoconhecimento, descritivo, e não é diagnóstico.

O instrumento é o IDE-5, Inventário de Domínios Esquemáticos, criado pelo Instituto InMind e pelo Dr. David Sosa Dias. É autoral: as frases são de redação própria e não reproduzem, traduzem nem parafraseiam os questionários de esquemas existentes, que são licenciados. Da literatura vem só o construto — a ideia dos cinco domínios. O IDE-5 ainda não tem estudo de validação, e por isso o resultado é deliberadamente descritivo: sem faixas de gravidade e sem ponto de corte.

Esquemas de Young: o que são

Na terapia do esquema, que o psicólogo americano Jeffrey Young desenvolveu a partir da terapia cognitiva, um esquema é um tema amplo e duradouro sobre si mesmo e sobre as relações. É um jeito de ler o mundo que se forma cedo, quando necessidades emocionais básicas da infância e da adolescência não são bem atendidas. Não é só um pensamento: junta lembranças, emoções, sensações no corpo e expectativas.

O esquema costuma ficar quieto até que uma situação o acione. Uma crítica no trabalho, uma mensagem sem resposta, um convite recusado — e, de repente, a reação parece maior do que o fato. Como foi aprendido cedo, o esquema soa como verdade, não como interpretação.

Young descreveu 18 esquemas iniciais desadaptativos, agrupados em cinco domínios (Young, Klosko e Weishaar, 2003). Descreveu também três formas comuns de lidar com eles: render-se ao esquema, agindo como se ele fosse verdade; evitá-lo, fugindo das situações que o acionam; ou supercompensá-lo, fazendo o oposto com exagero. Em 2018, uma revisão com o próprio Young entre os autores propôs reorganizar os esquemas em quatro domínios (Bach, Lockwood e Young). O IDE-5 segue a organização clássica de cinco, a mais conhecida.

O IDE-5 mede os domínios, não os 18 esquemas um por um. Veja o que cada domínio descreve e quais esquemas o modelo clássico reúne nele.

Desconexão/rejeição

O quanto aparece a expectativa de que segurança, estabilidade, cuidado e aceitação nas relações não vão estar disponíveis. No dia a dia, soa como esperar que as pessoas de quem você gosta acabem indo embora, sentir-se por fora mesmo acompanhado, desconfiar de quem demonstra afeto ou guardar o que sente por achar que ninguém vai dar conta de ouvir. Esquemas do domínio: abandono/instabilidade, desconfiança/abuso, privação emocional, defectividade/vergonha e isolamento social.

Autonomia/desempenho

O quanto aparece a sensação de não dar conta sozinho do que a vida pede, ou de precisar de apoio para decidir e agir. Aparece como evitar decisões importantes sem alguém por perto, confiar mais na opinião dos outros do que na própria, sentir-se atrás das pessoas à sua volta ou ter a impressão de não ter virado adulto por completo. Esquemas do domínio: dependência/incompetência, vulnerabilidade ao dano ou à doença, emaranhamento e fracasso.

Limites

O quanto aparece a dificuldade com reciprocidade, autodisciplina e limites internos. Aparece como irritação com regras que parecem bobas, dificuldade de terminar o que é chato, obrigações adiadas até virarem urgência, dificuldade de aceitar um não ou falar sem medir o efeito. Esquemas do domínio: merecimento/grandiosidade e autocontrole/autodisciplina insuficientes.

Direcionamento para o outro

O quanto o foco vai para o que os outros querem e esperam, deixando as próprias necessidades em segundo plano. Aparece como reparar no que o outro precisa antes de reparar no que você precisa, sentir culpa ao dizer não, mudar de opinião para evitar atrito, sentir-se responsável pelo humor das pessoas próximas e pedir desculpa até quando não fez nada. Esquemas do domínio: subjugação, autossacrifício e busca de aprovação/reconhecimento.

Supervigilância/inibição

O quanto aparecem o controle de sentimentos e impulsos, padrões rígidos e a atenção voltada para o erro. Aparece como revisar o que fez à procura do que saiu errado, não conseguir relaxar sem sentir que está devendo algo, segurar o que sente, antecipar problemas o tempo todo e se divertir com culpa. Esquemas do domínio: negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis/hipercrítica e postura punitiva.

Perfeccionismo, autossabotagem e esquemas

Dois temas muito procurados têm parentesco direto com os esquemas.

Perfeccionismo

Perfeccionismo não é diagnóstico. A pesquisa o trata como um padrão com várias facetas: um estudo clássico de Frost e colaboradores (1990) separou, entre outras, os padrões pessoais elevados, a preocupação com erros e as dúvidas sobre as próprias ações. Padrões altos podem motivar; a preocupação constante com errar costuma ser o lado que pesa.

No modelo dos esquemas, esse lado mais pesado fica perto dos padrões inflexíveis, no domínio supervigilância/inibição. No IDE-5, aparece em frases como “Cobro de mim um padrão que não cobraria de ninguém” e “Erro pequeno estraga pra mim o resultado inteiro”. E o tema parece estar crescendo: uma meta-análise com universitários dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido encontrou aumento do perfeccionismo entre 1989 e 2016 (Curran e Hill, 2019).

Autossabotagem

Autossabotagem é uma palavra popular, não um termo técnico. O conceito científico mais próximo é o que a psicologia social chamou de self-handicapping (Berglas e Jones, 1978): criar obstáculos — não se preparar, deixar para a última hora — que depois servem de desculpa para um possível fracasso e protegem a autoimagem.

Na linguagem dos esquemas, a autossabotagem muitas vezes é uma forma de evitar ou de se render a um esquema. Quem carrega a expectativa de fracassar pode nem tentar; quem espera ser abandonado pode se afastar antes; quem tem dificuldade com limites adia até a urgência. O IDE-5 não mede autossabotagem diretamente, mas mostra quais domínios podem estar por trás dela.

Vale uma nota sobre crenças limitantes, outra expressão popular: ela tem parentesco com a crença central da terapia cognitiva. O esquema é um conceito mais amplo, que inclui também emoções, lembranças e sensações.

Para quem é o teste — e quando não usar

O teste é para adultos que percebem padrões que se repetem — nas relações, no trabalho, na forma de se cobrar — e querem dar nome a eles. Serve também para quem está começando ou já faz terapia e quer um ponto de partida concreto para a conversa. O MindScan é para pessoas com 18 anos ou mais.

Vale esperar ou usar com cautela quando:

  • você está numa fase de crise. Algumas frases tocam em temas sensíveis, como rejeição e abandono; é melhor responder num momento mais tranquilo;
  • um profissional pediu um questionário específico, como o de Young. O IDE-5 é outro instrumento e não o substitui;
  • o objetivo é entender outra pessoa. O inventário foi feito para autodescrição.

Como funciona

  • 45 frases, como “Tenho dificuldade de dizer não sem me sentir culpado” ou “Fico revisando o que fiz procurando o que saiu errado”.
  • A pergunta é sempre a mesma: o quanto esta frase tem a ver com você?
  • Há cinco respostas: não tem nada a ver comigo (0), tem pouco a ver comigo (1), tem mais ou menos a ver comigo (2), tem bastante a ver comigo (3) e é exatamente assim comigo (4).
  • São 9 frases por domínio, em blocos: primeiro as de desconexão/rejeição, depois as de autonomia/desempenho, e assim por diante.
  • Nenhuma frase é invertida. Algumas estão escritas no masculino; responda pelo sentido.
  • Leva cerca de 12 minutos, é gratuito e o resultado aparece assim que você termina.

Como interpretar o resultado

Cada domínio é a média das suas 9 frases e vai de 0 a 4. Quanto mais alto, mais aquele jeito de pensar e de se relacionar aparece hoje nas suas respostas.

O resultado não tem faixas, rótulos de gravidade nem ponto de corte — de propósito. Sem estudo de validação, dizer que uma média é “leve” ou “acentuada” seria inventar uma régua. O texto aponta os dois domínios que mais apareceram e o que menos apareceu. Quando os cinco ficam muito próximos, ele diz que nenhum se destacou.

Como ler o mapa:

  1. Olhe para os domínios do topo. São os padrões que mais aparecem hoje e os melhores pontos para conversar com um profissional. Se direcionamento para o outro e supervigilância/inibição aparecerem juntos no alto, por exemplo, o mapa sugere um padrão de colocar os outros primeiro e cobrar muito de si.
  2. Compare os domínios entre si, não com outras pessoas: não há norma populacional.
  3. Leia como hipótese. O mapa organiza o que você respondeu; o sentido de cada padrão na sua história é algo a explorar com calma.

O que este teste não faz

  • Não é diagnóstico e não identifica transtorno de personalidade.
  • Não é o questionário de esquemas de Young e não usa seus itens.
  • Não mede os 18 esquemas um por um, só os cinco domínios.
  • Não gradua gravidade nem compara você com a população.
  • Não explica a origem. Quais experiências formaram cada padrão é trabalho para a terapia, não para um questionário.

Esquemas, apego e dependência emocional

Os domínios desconexão/rejeição e direcionamento para o outro conversam com dois outros mapas do MindScan: o estilo de apego, que mostra como você lida com proximidade e distância nas relações, e a dependência emocional, que olha para o quanto uma relação ocupa a sua vida. Juntos, ajudam a ver um padrão de vários ângulos.

Próximo passo

Os esquemas fazem parte da dimensão de padrões de pensamento, uma das 8 do mapa do MindScan. Personalidade e temperamento mostram o seu estilo de base; os esquemas mostram as lentes com que você interpreta o que acontece. Juntas, as dimensões mostram como você funciona.

Se algum domínio apareceu alto e reconhecer isso mexeu com você, o resultado é um bom ponto de partida para conversar com um profissional de saúde mental. Rastreio e descrição, não diagnóstico.

Algumas perguntas do teste

O quanto esta frase tem a ver com você? (10 de 45).

Ver as primeiras perguntas
  1. Espero que as pessoas de quem gosto acabem indo embora.
  2. Sinto que há algo em mim que, se aparecesse, afastaria as pessoas.
  3. Mesmo acompanhado, me sinto por fora.
  4. Tenho dificuldade de acreditar que alguém goste de mim sem segundas intenções.
  5. Costumo esperar o pior nas relações próximas.
  6. Guardo o que sinto porque acho que ninguém vai dar conta de ouvir.
  7. Me sinto diferente dos grupos de que participo.
  8. Quando alguém se aproxima, fico esperando o momento em que vai se decepcionar.
  9. Aprendi cedo que é mais seguro não precisar de ninguém.
  10. Tenho medo de que algo grave aconteça e eu não consiga lidar.

Perguntas frequentes

O que são os esquemas de Young?

São temas amplos e duradouros sobre si mesmo e sobre as relações, descritos pelo psicólogo Jeffrey Young na terapia do esquema. Formam-se cedo, quando necessidades emocionais básicas não são bem atendidas, e funcionam como lentes: quando uma situação os aciona, a reação parece maior do que o fato.

Quantos esquemas de Young existem?

No modelo clássico, 18 esquemas agrupados em cinco domínios. Em 2018, uma revisão com o próprio Young entre os autores propôs reorganizá-los em quatro domínios. O teste do MindScan segue a organização clássica e mede os domínios, não os 18 esquemas um por um.

Este teste é o questionário de esquemas de Young?

Não. O IDE-5 é um inventário autoral, com frases de redação própria, e não usa os itens dos questionários de esquemas existentes, que são licenciados. Da terapia do esquema ele toma só a ideia dos cinco domínios.

Como saber se sou perfeccionista?

Um bom sinal é olhar para o custo: padrões altos que motivam são uma coisa; padrões que não deixam descansar, transformam erro pequeno em fracasso e exigem de você o que não exigiria de ninguém são outra. No mapa do MindScan, esse lado mais pesado aparece no domínio supervigilância/inibição.

Perfeccionismo é doença?

Não. Perfeccionismo não é um diagnóstico: é um padrão com várias facetas, que vai de padrões pessoais altos a uma preocupação constante com erros. Quando traz sofrimento, cansaço ou paralisia, vale conversar sobre ele com um profissional.

Por que eu me autossaboto?

Autossabotagem não é termo técnico, mas descreve algo estudado: criar obstáculos que depois servem de desculpa para um possível fracasso, protegendo a autoimagem. Muitas vezes, por trás disso, há um esquema sendo evitado — como a expectativa de fracassar ou de ser rejeitado. O teste mostra quais domínios aparecem mais em você, o que ajuda a formular hipóteses.

O que são crenças limitantes?

É uma expressão popular para ideias rígidas sobre si e sobre o mundo que restringem escolhas, como “não sou capaz”. Ela tem parentesco com a crença central da terapia cognitiva. O esquema é um conceito mais amplo: além da ideia, inclui emoções, lembranças e sensações no corpo.

Esquemas emocionais mudam?

São padrões aprendidos e, por isso, podem ser trabalhados. A terapia do esquema foi criada para isso e combina técnicas cognitivas, comportamentais e vivenciais. Conhecer quais domínios pesam mais é um primeiro passo para a conversa.

Quanto tempo leva o teste de esquemas? É grátis?

Leva cerca de 12 minutos e é gratuito. São 45 frases com cinco opções de resposta, e o resultado aparece assim que você termina.

O resultado do teste de esquemas é um diagnóstico?

Não. O resultado descreve quais padrões mais aparecem nas suas respostas hoje, sem faixas de gravidade nem ponto de corte, porque o inventário ainda não tem estudo de validação. Os domínios mais altos são bons pontos para conversar com um profissional.

Instrumento e referências

IDE-5 · Inventário de Domínios Esquemáticos — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Inventário autoral (Instituto InMind · Dr. David Sosa Dias, 2026), com 45 itens de redação própria. Da literatura vem só o construto dos cinco domínios da terapia do esquema (Young, Klosko e Weishaar, 2003); não reproduz, traduz nem parafraseia questionários de esquemas licenciados.

  1. Young JE, Klosko JS, Weishaar ME. Schema therapy: a practitioner's guide. New York: Guilford Press; 2003.
  2. Bach B, Lockwood G, Young JE. A new look at the schema therapy model: organization and role of early maladaptive schemas. Cognitive Behaviour Therapy. 2018;47(4):328-349. doi:10.1080/16506073.2017.1410566
  3. Frost RO, Marten P, Lahart C, Rosenblate R. The dimensions of perfectionism. Cognitive Therapy and Research. 1990;14(5):449-468. doi:10.1007/BF01172967
  4. Curran T, Hill AP. Perfectionism is increasing over time: a meta-analysis of birth cohort differences from 1989 to 2016. Psychological Bulletin. 2019;145(4):410-429. doi:10.1037/bul0000138
  5. Berglas S, Jones EE. Drug choice as a self-handicapping strategy in response to noncontingent success. Journal of Personality and Social Psychology. 1978;36(4):405-417. doi:10.1037/0022-3514.36.4.405

Curadoria científica

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra

CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.

Atualizado em 30 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.

Para aprofundar

Pronto para ver o seu?

45 perguntas, cerca de 12 minutos, resultado na hora. Rastreio, não diagnóstico.

Para liberar o mapa, pedimos seu primeiro nome e WhatsApp; receber mensagens é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir contato.

Conhecer o mapa completo

Pronto para começar?

45 perguntas · ~12 min

Começar o teste

Antes da primeira pergunta, duas confirmações rápidas: o uso das respostas e a idade com a política de privacidade.