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Teste de ansiedade social

Doze perguntas sobre como você se sente perto de outras pessoas, organizadas pelos critérios do DSM-5. O resultado mostra quais desses critérios aparecem nas suas respostas: um rastreio, não um diagnóstico.

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  1. 0112 perguntas, ~3 minEscala MindScan de ansiedade social — critérios DSM-5 (autoral MindScan · organizada pelos critérios do DSM-5).
  2. 02Organizada pelos critérios do DSM-5Mostra quais critérios suas respostas descrevem. Não fecha diagnóstico: isso acontece numa avaliação com psiquiatra.
  3. 03Resultado na horaPara ver, pedimos nome e WhatsApp no fim; receber orientações por lá é opcional. Se houver sinal de risco, a orientação aparece na hora, sem pedir nome nem WhatsApp.

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12 perguntas · ~3 min

Gratuito, com resultado na hora. Rastreio, não diagnóstico.

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Antes da primeira pergunta, duas confirmações rápidas: o uso das respostas e a idade com a política de privacidade.

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O que o teste de ansiedade social mostra

Este teste faz um mapa de como você reage a situações com outras pessoas (conversar, ser observado(a), falar para um grupo) e compara esse padrão com os sete elementos que o DSM-5, o manual de referência da psiquiatria, usa para descrever a ansiedade social. Em vez de dar uma nota de “quanto” você é ansioso(a), ele mostra quais desses elementos aparecem nas suas respostas:

  • ansiedade em situações com outras pessoas;
  • medo de ser julgado(a) ou de deixar o nervosismo aparecer;
  • ansiedade que surge quase toda vez, e não só de vez em quando;
  • evitar essas situações ou enfrentá-las com muito sofrimento;
  • nervosismo maior do que a situação pede;
  • duração de 6 meses ou mais;
  • sofrimento ou perdas na vida.

O instrumento é a Escala MindScan de ansiedade social, organizada pelos critérios do DSM-5 (American Psychiatric Association, 2013) e escrita para autorrelato. É uma escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Ela não reproduz o texto do manual nem os itens dos questionários de intensidade mais conhecidos, como o SPIN (Social Phobia Inventory) e a LSAS (Liebowitz Social Anxiety Scale): as frases são próprias.

Vale dizer logo de saída: isto é um rastreio, não um diagnóstico. O resultado aponta um padrão que vale entender e, quando faz sentido, levar a um profissional.

Ansiedade social: o que é

Ansiedade social é o medo intenso e persistente de situações em que você pode ser observado(a) e avaliado(a) pelos outros. O núcleo não é “não gostar de gente”. É a expectativa de ser julgado(a) negativamente: parecer bobo(a), inadequado(a), sem assunto, ou deixar o nervosismo transparecer e ser rejeitado(a) por isso. O nome antigo é fobia social, e os dois termos descrevem o mesmo quadro; o DSM-5 usa “transtorno de ansiedade social (fobia social)”.

Como ela aparece no dia a dia

Vista de fora, quase nunca é dramática. Costuma ser uma soma de pequenas manobras:

  • ensaiar mentalmente uma frase antes de fazer um pedido no balcão, e desistir;
  • deixar o telefone tocar e responder depois por mensagem;
  • chegar na hora exata para não ter que puxar conversa, ou sair antes do fim;
  • não fazer a pergunta na aula ou na reunião, mesmo sabendo o que dizer;
  • comer longe dos colegas para não ser observado(a);
  • ficar no celular numa festa para parecer ocupado(a);
  • recusar uma vaga ou uma promoção porque ela exige apresentar, liderar ou negociar.

O corpo participa: rosto quente e vermelho, mãos trêmulas, suor, voz que falha, coração acelerado, o branco no meio da fala. E muitas vezes o medo é justamente de que esses sinais apareçam e os outros percebam.

O ciclo que mantém a ansiedade social

A ansiedade social costuma funcionar em três tempos. Antes vem a antecipação: dias imaginando o que pode dar errado. Durante, a atenção se volta para dentro, para o próprio tom de voz, as mãos, a próxima frase, e sobra pouca atenção para a conversa em si. Depois vem a revisão: horas remoendo cada palavra e procurando o momento em que tudo deu errado.

Evitar traz alívio imediato, e é por isso que o padrão se sustenta. Cada situação evitada reforça a ideia de que ela era perigosa demais, e na vez seguinte o medo chega maior. Com o tempo, a rotina vai encolhendo para caber no que parece seguro.

Quando aparece só em público

Há pessoas que ficam à vontade numa conversa a dois, mas travam ao falar ou se apresentar para um grupo. O DSM-5 reconhece essa forma restrita ao desempenho. O teste inclui esse tipo de situação, então ela também aparece no seu mapa.

A ansiedade social costuma começar cedo, muitas vezes na adolescência, e tende a não desaparecer sozinha. Uma grande revisão de tratamentos a descreve como um quadro crônico, que raramente se resolve sem intervenção; a mesma revisão mostra que ele responde bem a tratamento (Mayo-Wilson et al., 2014).

Timidez × ansiedade social

Esta é a dúvida mais comum. A resposta curta: timidez é um jeito de ser; ansiedade social é quando o medo de julgamento passa a decidir por você, e cobra caro.

A pessoa tímida pode demorar a se soltar, preferir ouvir, ficar sem graça no começo. Mas, em geral, vai ao encontro, se ajusta e segue a vida. Na ansiedade social, o desconforto é intenso, aparece quase toda vez, leva a evitar coisas que você gostaria de fazer e dura meses ou anos.

A pesquisa mostra que são coisas próximas, mas diferentes. Num estudo que comparou pessoas tímidas e não tímidas, a fobia social foi bem mais comum entre as tímidas (18%, contra 3%), mas a grande maioria das pessoas tímidas, 82%, não tinha fobia social. Os autores concluíram que fobia social não é simplesmente uma timidez mais forte (Heiser, Turner e Beidel, 2003).

E a introversão?

Introversão é preferência, não medo. A pessoa introvertida recarrega as energias sozinha, pode escolher ficar em casa e fica bem com essa escolha. Na ansiedade social, a pessoa muitas vezes quer ir, quer conversar, quer se apresentar, e não consegue. A pergunta que separa os dois: você evita porque prefere ou porque teme?

Outras confusões frequentes

  • Autismo em adultos. Dificuldade social também pode vir de traços do espectro autista: dificuldade para ler regras implícitas, cansaço com a interação, sensibilidade a barulho e luz. Os dois podem coexistir, e responder também o teste de autismo em adultos ajuda a separar um do outro.
  • Ansiedade generalizada. Nela, a preocupação se espalha por muitas áreas: saúde, dinheiro, trabalho, família. Na ansiedade social, gira em torno do julgamento dos outros. Se a sua preocupação é ampla, o teste de ansiedade (GAD-7) é o mais indicado.
  • Crises de pânico. Uma crise pode acontecer numa situação social, mas o medo central é da própria crise, e não da avaliação de quem está em volta.

Para quem é o teste — e quando não usar

O teste é para adultos, de 18 anos ou mais, que:

  • travam, sofrem ou evitam situações com outras pessoas e querem entender o padrão;
  • se perguntam se o que sentem é timidez ou algo além dela;
  • percebem que o medo de julgamento já custou oportunidades, amizades ou relacionamentos.

Ele não é a melhor ferramenta:

  • para medir a intensidade dos sintomas ao longo do tempo, por exemplo durante um tratamento. Esta escala conta critérios; não gradua intensidade;
  • quando o medo está ligado a uma condição de saúde específica, como um tremor, uma gagueira ou uma marca visível. Aí a leitura precisa de uma avaliação que leve essa condição em conta;
  • quando a ansiedade aparece só sob efeito de alguma substância ou na falta dela;
  • quando o sofrimento é intenso agora. Um questionário não substitui atendimento: nesse caso, procure ajuda profissional diretamente.

Como funciona

São 12 perguntas, que levam cerca de 3 minutos, sobre os últimos meses. A instrução é: “Pense nos últimos meses, em como você se sente perto de outras pessoas. Quanto cada frase descreve você?”

Onze frases têm três respostas possíveis: Não me descreve, Me descreve em parte e Me descreve bem. A pergunta sobre o tempo tem opções próprias: “Não sinto essa ansiedade”, “Há menos de 6 meses” e “Há 6 meses ou mais”.

As frases cobrem os sete critérios assim:

  • perguntas 1 a 3: conversas, ser observado(a) e falar para um grupo;
  • perguntas 4 e 5: medo de julgamento e de mostrar nervosismo;
  • pergunta 6: se a ansiedade aparece quase toda vez;
  • perguntas 7 e 8: evitar ou enfrentar com muito sofrimento;
  • pergunta 9: nervosismo maior do que a situação pede;
  • pergunta 10: há quanto tempo isso acompanha você;
  • perguntas 11 e 12: sofrimento e perdas na vida.

Uma frase conta para o critério quando a resposta é “Me descreve bem” (na pergunta sobre o tempo, “Há 6 meses ou mais”). Nos critérios com mais de uma frase, basta uma. Antes de começar, você confirma ter 18 anos ou mais e dá o consentimento para o uso dos dados, como pede a LGPD. As 12 perguntas estão listadas mais abaixo, nesta página.

Como interpretar o resultado

O resultado conta quantos dos 7 critérios aparecem e lê o conjunto. Como o DSM-5 exige todos eles para descrever ansiedade social, a leitura segue esta regra:

  • 7 de 7 critérios: ansiedade em situações com outras pessoas, medo de ser julgado(a), evitação ou sofrimento, há 6 meses ou mais e com impacto na sua vida. É um padrão compatível com o que o DSM-5 descreve para ansiedade social. A confirmação acontece numa avaliação com psiquiatra, que também considera outras explicações para o que você descreveu.
  • De 4 a 6 critérios: parte do padrão que o DSM-5 descreve para ansiedade social aparece, mas não todos os elementos que ele exige, como a duração de 6 meses ou o impacto no dia a dia. Vale levar como ponto para conversar com um profissional.
  • Até 3 critérios: o padrão fica abaixo do que o DSM-5 descreve para ansiedade social. Isso não descarta o quadro: se o desconforto em situações com outras pessoas pesa no seu dia a dia, vale conversar com um profissional.

Nos três casos, é um rastreio, não um diagnóstico. Algumas condições que o DSM-5 manda considerar antes de falar em ansiedade social (efeito de substância, outra condição médica, outro quadro que explique melhor o medo) não entram na contagem: ficam para a avaliação clínica.

O que este teste não faz

  • Não substitui a avaliação clínica. Rastreio organiza o que você percebe; quem confirma ou descarta um quadro é um profissional, numa conversa.
  • Não tem validação psicométrica publicada. É uma escala MindScan, ainda não comparada com entrevistas clínicas em estudo publicado. Use como mapa, não como medida.
  • Não mede intensidade. Duas pessoas com 7 de 7 podem viver isso de jeitos muito diferentes.
  • Não separa a ansiedade social de quadros parecidos. Traços do espectro autista, depressão, crises de pânico e o padrão de personalidade evitativa podem gerar respostas semelhantes. Essa diferenciação é clínica.
  • Depende do momento. Uma fase de mudança, luto ou exaustão pode mexer nas respostas. Se o resultado parecer estranho para você, refaça daqui a algumas semanas.

Próximo passo

A ansiedade social é uma peça da dimensão de sintomas do seu mapa. Para ver como ela conversa com o resto (humor, ansiedade em geral, foco, sono, relações), o escaneamento de funcionamento do MindScan percorre 11 áreas de funcionamento em poucos minutos e indica quais aprofundamentos fazem sentido para você.

Se o resultado mostrar o padrão completo ou parcial, vale levar a um psiquiatra ou a um psicólogo. Ansiedade social tem tratamento, e a psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental individual, é a abordagem com evidência mais consistente para começar (Mayo-Wilson et al., 2014). Rastreio não é diagnóstico, mas é um bom ponto de partida para essa conversa.

As 12 perguntas do teste

Pense nos últimos meses, em como você se sente perto de outras pessoas. Quanto cada frase descreve você?

Ver todas as perguntas
  1. Fico muito ansioso(a) ou desconfortável em conversas, principalmente com quem não conheço bem — puxar assunto, entrar numa roda, conhecer alguém.
  2. Fico muito ansioso(a) quando sinto que alguém está me observando — enquanto como, escrevo, digito ou trabalho.
  3. Fico muito ansioso(a) quando preciso falar ou me apresentar para um grupo — numa reunião, numa aula, num brinde.
  4. Nessas situações, fico preso(a) no que os outros vão pensar de mim e no risco de causar uma má impressão.
  5. Tenho receio de que os outros percebam meu nervosismo — que eu fique vermelho(a), trema, sue ou gagueje.
  6. Essa ansiedade aparece praticamente toda vez que passo por essas situações, e não só de vez em quando.
  7. Dou um jeito de fugir dessas situações: recuso convites, fico calado(a) ou invento desculpas para não ir.
  8. Quando não dá para escapar, enfrento essas situações com muito sofrimento, contando os minutos para acabar.
  9. Meu nervosismo nessas situações é bem maior do que elas pedem — outras pessoas passam pelo mesmo com muito mais tranquilidade.
  10. Há quanto tempo essa ansiedade com outras pessoas acompanha você?
  11. Essa ansiedade me faz sofrer: fico remoendo as situações antes e depois de passar por elas.
  12. Essa ansiedade já me fez perder coisas importantes — oportunidades no trabalho ou nos estudos, amizades, relacionamentos.

Perguntas frequentes

Como saber se eu tenho ansiedade social?

Três perguntas ajudam: o medo de ser julgado(a) aparece quase toda vez que você está com outras pessoas? Ele faz você evitar situações que gostaria de viver? Isso dura meses e já custou algo importante? Se a resposta for sim para as três, vale fazer o rastreio e levar o resultado a um profissional, que é quem pode confirmar.

Qual a diferença entre timidez e ansiedade social?

Timidez é um jeito de ser: a pessoa demora a se soltar, mas costuma ir e se ajustar. Na ansiedade social, o medo de avaliação é intenso, aparece quase sempre, leva a evitar coisas importantes e dura meses. Num estudo, 82% das pessoas tímidas não tinham fobia social.

Fobia social e ansiedade social são a mesma coisa?

Sim. Fobia social é o nome mais antigo; ansiedade social é o nome usado hoje. O DSM-5 traz os dois juntos: transtorno de ansiedade social (fobia social).

O teste de ansiedade social é confiável?

Ele segue os critérios do DSM-5 e mostra com clareza quais aparecem nas suas respostas, mas é uma escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Funciona como mapa para organizar o que você sente, não como medida de precisão. A confirmação depende de uma avaliação clínica.

Quanto tempo leva o teste de ansiedade social?

Cerca de 3 minutos. São 12 frases sobre os últimos meses, com três opções de resposta cada, e o resultado aparece logo em seguida.

O teste de fobia social é grátis?

Sim. O teste é gratuito e o resultado sai na hora. Antes de começar, você confirma ter 18 anos ou mais e dá o consentimento para o uso dos dados.

Ansiedade social tem cura?

Ansiedade social tem tratamento, e a resposta costuma ser boa. A psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental individual, é a abordagem com evidência mais consistente para começar. Sem tratamento, o quadro tende a se manter.

Ansiedade social pode aparecer só na hora de falar em público?

Pode. Há quem fique à vontade numa conversa a dois e trave ao se apresentar para um grupo. O DSM-5 reconhece essa forma restrita ao desempenho, e o teste inclui esse tipo de situação.

Ser introvertido é a mesma coisa que ter ansiedade social?

Não. Introversão é preferência: a pessoa recarrega sozinha e fica bem com isso. Na ansiedade social, a pessoa muitas vezes quer ir, falar, participar, e o medo de julgamento impede. A pergunta que separa os dois é se você evita porque prefere ou porque teme.

Quais são os sintomas físicos da ansiedade social?

Os mais comuns são rosto vermelho e quente, tremor, suor, voz que falha, coração acelerado e o branco no meio da fala. Muitas vezes o medo é justamente de que os outros percebam esses sinais.

Ansiedade social e autismo podem ser confundidos?

Podem, porque os dois aparecem como dificuldade social. Nos traços do espectro autista, a dificuldade costuma vir de ler regras implícitas ou de sobrecarga na interação; na ansiedade social, vem do medo de ser julgado(a). Os dois podem coexistir, e a diferenciação é clínica.

Instrumento e referências

Escala MindScan de ansiedade social — escala MindScan, sem validação psicométrica publicada. Organizada pelos critérios do DSM-5 (American Psychiatric Association, 2013) e escrita para autorrelato. Não reproduz o texto do manual nem itens de outras escalas.

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-5). Arlington: American Psychiatric Association; 2013. doi:10.1176/appi.books.9780890425596
  2. Stein MB, Stein DJ. Social anxiety disorder. Lancet. 2008;371(9618):1115-1125. doi:10.1016/S0140-6736(08)60488-2
  3. Heiser NA, Turner SM, Beidel DC. Shyness: relationship to social phobia and other psychiatric disorders. Behav Res Ther. 2003;41(2):209-221. doi:10.1016/S0005-7967(02)00003-7
  4. Mayo-Wilson E, Dias S, Mavranezouli I, Kew K, Clark DM, Ades AE, Pilling S. Psychological and pharmacological interventions for social anxiety disorder in adults: a systematic review and network meta-analysis. Lancet Psychiatry. 2014;1(5):368-376. doi:10.1016/S2215-0366(14)70329-3

Curadoria científica

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra

CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Formação no IPUB/UFRJ e coautoria da validação brasileira do MSI-BPD. Responsável técnico pelo MindScan™ e pela escolha dos instrumentos. Conheça.

Atualizado em 23 de outubro de 2026 · revisão clínica: Dr. David Sosa Dias.

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